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Índia diz que atacou o Paquistão e a Caxemira paquistanesa

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A Índia informou que atacou nove locais no Paquistão e na Caxemira paquistanesa na quarta-feira, onde ataques contra o país haviam sido planejados, e o Paquistão relatou que pelo menos três pessoas morreram e 12 ficaram feridas, de acordo com uma avaliação inicial.
A ofensiva ocorreu em meio a tensões crescentes entre os vizinhos detentores de armas nucleares após um ataque a turistas hindus na Caxemira indiana no mês passado.
O Paquistão disse que a Índia lançou mísseis em três lugares, mas uma declaração do governo indiano não detalhou a natureza dos ataques.
“Há pouco tempo, as forças armadas indianas lançaram a ‘OPERAÇÃO SINDOOR’, atingindo a infraestrutura terrorista no Paquistão e em Jammu e Caxemira ocupada pelo Paquistão, de onde ataques terroristas contra a Índia foram planejados e dirigidos”, disse o comunicado indiano.
“Nossas ações foram focadas, comedidas e não escalonadas por natureza. Nenhuma instalação militar paquistanesa foi alvo. A Índia demonstrou considerável contenção na seleção de alvos e no método de execução”, afirmou.
Um porta-voz militar paquistanês disse à emissora Geo que a resposta do Paquistão estava em andamento, sem dar detalhes. O porta-voz disse que cinco locais foram atingidos, incluindo duas mesquitas, e relatou três mortes e 12 feridos.
Após as explosões, houve um corte de energia em Muzaffarabad, capital da Caxemira paquistanesa, segundo testemunhas.
Testemunhas e um policial em dois locais na fronteira da Caxemira indiana disseram que ouviram fortes explosões e intensos bombardeios de artilharia, bem como jatos no ar.
A Índia culpou o Paquistão pela violência do mês passado, na qual 26 homens foram mortos, e prometeu responder. O Paquistão negou qualquer envolvimento nos assassinatos e afirmou ter informações de que a Índia planejava atacar.
Após os ataques da Índia, o exército indiano disse em uma publicação no X na quarta-feira: “A justiça foi feita”.
“Routers”

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O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?

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Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.

Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.

O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.

A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.

Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.

Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.

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Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.

Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.

A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.

O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

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