O câmera da Fox News Pierre Zakrzewski e a jornalista ucraniana Oleksandra "Sasha" Kuvshynova foram mortos na Ucrânia após o veículo em que estavam ser atingido por disparos, disse a emissora norte-americana nesta terça-feira.
Cinegrafista da Fox News e jornalista ucraniana são mortos na Ucrânia
GUERRA
Por Dawn Chmielewski.
Zakrzewski, de 55 anos, estava trabalhando com outro jornalista da Fox News, Benjamin Hall, na segunda-feira, quando ambos foram atacados perto da capital Kiev, disse a presidente-executiva da Fox News, Suzanne Scott, em nota aos funcionários. Hall continua no hospital.
Zakrzewski era um fotógrafo veterano de zonas de guerra que cobriu vários conflitos para a Fox News, incluindo no Iraque, no Afeganistão e na Síria. Morador de Londres, ele estava trabalhando na Ucrânia desde fevereiro.
Em um segundo comunicado, Scott disse que Kuvshynova, de 24 anos, estava ajudando as equipes da Fox a transitar em Kiev e nos arredores enquanto coletava informações e falava com fontes.
Pelo menos quatro jornalistas morreram em quase três semanas de combate. O cineasta e jornalista norte-americano Brent Renaud foi morto a tiros por forças russas na cidade de Irpin, na região ucraniana de Kiev, afirmou um chefe regional de polícia no último domingo.
Em 1º de março, o cinegrafista ucraniano Yevhenii Sakun foi morto quando as forças russas bombardearam uma torre de televisão em Kiev, de acordo com a conta em rede social de um ex-colega citado pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas.
“msn”
GUERRA
O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?
Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.
Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.
O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.
A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.
Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.
Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.
Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.
Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.
A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.
O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

