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Terremoto devasta Mianmar e Tailândia deixando mais de 150 mortos

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Cidades mianmarenses foram atingidas pelo pior tremor em quase 80 anos; mais de 700 pessoas ficaram feridas no país

Pelo menos 144 pessoas morreram e mais de 732 ficaram feridas no forte terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Mianmar, conforme o chefe do governo militar do país.

O tremor também atingiu a Tailândia e uma autoridade informou que pelo menos nove pessoas morreram na capital Bangkok. Equipes de resgate vasculham os escombros de um prédio que estava em construção e desabou, estima-se que ao menos oito pessoas morreram no local e mais de 100 ficaram desaparecidas.

Em Mianmar, grande parte da destruição ocorreu em Mandalay, segunda maior cidade do país, com uma população de cerca de 1,5 milhão de pessoas, município é a antiga capital real do país e um importante centro do coração budista.

A junta militar de Mianmar pediu que doadores de sangue contatassem hospitais. A ONU informou que relatórios iniciais da nação indicam “danos significativos”.

Na Tailândia, o primeiro-ministro disse que a situação está “começando a melhorar”. O edifício, onde se estima que há presos sob os escombros, estava sendo construído por uma empresa estatal chinesa.

A população de Bangkok foi instruída a evitar prédios altos, mas agora receberam sinal verde para voltar para casa.

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O terremoto foi seguido por um tremor secundárioe vários outros mais moderados.

Terremoto histórico

O tremor desta sexta-feira (28) é certamente o maior a atingir Mianmar desde 1946 e provavelmente o mais forte dos tempos modernos.

Ele se rompeu ao longo da Falha de Sagaing. A última vez que um terremoto dessa magnitude atingiu a terra foi em 2023 na Turquia, que matou mais de 50 mil pessoas.

Pedidos de ajuda

Grupos internacionais pediram à junta militar governante de Mianmar que permitisse o acesso à ajuda humanitária. “Este terremoto não poderia ter ocorrido em pior hora para Mianmar. Mais de três milhões de pessoas continuam deslocadas internamente devido ao conflito armado que se alastrou desde o golpe militar de 2021”, expressou a Anistia Internacional.

Tremores sentidos na China

Usuários chineses de redes sociais nas províncias de Yunnan e Guangxi, que fazem fronteira com Mianmar, contaram que sentiram tremores após o terremoto.

É provável que o impacto do terremoto tenha sido sentido na maioria da região montanhosa do Triângulo Dourado, que abrange partes de Mianmar, Tailândia e Laos.

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Mapa mostra Sudoeste Asiático onde ocorreu o epicentro do terremoto em Mianmar, atingindo a Tailândia. • CNN Brasil

Prédios, pontes e estradas danificadas

Em Mianmar, o tremor causou o colapso de prédios em cinco cidades e vilas, bem como uma ponte ferroviária e uma ponte rodoviária na via expressa Yangon-Mandalay, informou a mídia estatal de Mianmar.

Um morador de Mandalay relatou que a destruição se estendeu por toda a cidade, e um bairro, Sein Pan, estava em chamas.

Estradas foram danificadas, linhas telefônicas interrompidas e não havia eletricidade, ressaltou o morador, que não quis ser identificado.

Uma testemunha, Htet Naing Oo, disse à Reuters que uma casa de chá desabou com várias pessoas presas dentro.

Pelo menos três pessoas morreram depois que uma mesquita em Taungoo desabou parcialmente, disseram duas testemunhas.

“Estávamos rezando quando o tremor começou… Três morreram no local”, contou uma delas.

Templo destruído em Mianmar após terremoto. • Reprodução/Reuters

Medo em Mianmar

Passageiros correram para se proteger no aeroporto de Mandalay, enquanto vários moradores disseram à agência de notícias Reuters que testemunharam o desabamento de prédios.

A cidade, é também importante centro de negócios, abriga vários mosteiros históricos vitais para a vida espiritual da maioria budista de Mianmar.

 

“CNN”

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Fiéis sobem o Morro da Capelinha nesta Sexta-Feira Santa

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Tradição da Sexta-Feira Santa reúne milhares de fiéis que encaram a subida do Morro da Capelinha, em Planaltina (DF), como gesto de fé e agradecimento

Na manhã desta Sexta-Feira Santa, milhares de fiéis enfrentam do calor à chuva até a longa subida do Morro da Capelinha, em Planaltina (DF). A movimentação começou cedo. Por volta das 8h, famílias inteiras já caminhavam em sentido ao topo, algumas em oração, outras descalças ou de joelhos. O clima é de devoção e muita emoção.

Entre os que subiram o morro, está Eleni da Paz, 54 anos, moradora de Planaltina, que participa da procissão há 15 anos e, este ano, agradece pela vida dos filhos. “Eu e meu marido ficamos cinco anos na Vara da Infância até conseguirmos adotar nossos dois filhos. Todo ano vínhamos pedir e agora só temos o que agradecer”, contou, emocionada. 

Já Maria Eduarda Silva, de 23, subiu pela primeira vez. Acompanhada do namorado, a moradora de Sobradinho foi pagar as promessas que fez nos últimos anos. “Foi muito desafiador mas, ao mesmo tempo, muito gratificante”, explica. Para ela, o Morro representa o sacrifício. “Não só pra quem está subindo, mas também para e sobre Jesus que se sacrificou por nós”, completa. 

Enquanto os fiéis seguem o percurso com seus terços e orações, a estrutura para a encenação da tradicional da Paixão de Cristo é preparada para receber milhares de pessoas no período da tarde. 

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”CORREIOBRAZILIENSE”

 

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