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Alunas de medicina zombam de jovem que realizou quatro transplantes

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Família denunciou Gabrielli Farias de Souza e Thaís Caldeiras Soares Foffano, responsáveis pela publicação, para a polícia

Duas alunas de medicina publicaram um vídeo no TikTok em que zombam da jovem Vitória Chaves da Silva, de 26 anos, que passou por três transplantes de coração e um de rim.

A postagem foi feita por Gabrielli Farias de Souza e Thaís Caldeiras Soares Foffano e excluída nesta quarta-feira (9). As estudantes estavam no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, local onde Vitória estava internada, quando gravaram o vídeo. A jovem morreu no dia 28 de fevereiro.

No post, as estudantes mencionam que uma paciente havia feito três procedimentos para transplantar o coração. Elas indicam que a necessidade de diversos transplantes teria sido culpa da própria jovem. Segundo elas, a transplantada não havia seguido os protocolos das cirurgias corretamente. Em um momento do vídeo, Thaís chega a dizer: “essa menina tá achando que tem sete vidas?”

A postagem viralizou nas redes sociais e, com a exposição, a família de Vitória decidiu denunciar as responsáveis pelo vídeo.

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Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga o caso como injúria por meio de inquérito policial instaurado pelo 14° Distrito Policial (Pinheiros).

O MPSP informou que recebeu a denúncia e o caso foi protocolado na promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital nesta quarta-feira (9).

Posicionamento da FMUSP

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), local em que a jovem estava internada e onde as estudantes gravaram o vídeo, se manifestou sobre o ocorrido.

Em nota enviada à CNN, a FMUSP afirmou que Gabrielli Farias de Souza e Thaís Caldeiras Soares Foffano fazem parte de outras instituições e que estavam no hospital em função de um curso de extensão de cerca de um mês.

Além disso, esclareceu que elas não possuem qualquer vínculo acadêmico com a faculdade ou com o InCor. As universidades de origem das estudantes foram notificadas sobre o caso.

“A FMUSP repudia com veemência qualquer forma de desrespeito a pacientes e reafirma o compromisso inegociável com a ética, a dignidade humana e os valores que norteiam a boa prática médica. A instituição reforça ainda a missão de formar profissionais comprometidos com a excelência e com o cuidado humano, valores que são inegociáveis em nossa Instituição”, complementou a nota.

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A faculdade ainda divulgou que toma medidas adicionais para reforçar as orientações sobre conduta ética e uso responsável das redes sociais, além da assinatura de um termo de compromisso com os princípios de respeito aos pacientes e aos valores que regem a atuação da instituição.

O caso de Vitória

Quando nasceu, Vitória Chaves da Silva foi diagnosticada com uma grave cardiopatia congênita chamada Anomalia de Ebstein, uma doença rara que afeta a válvula do coração.

A jovem de 26 anos, passou por quatro procedimentos cirúrgicos de transplantes, três de coração e um de rim. O primeiro deles foi na infância, em 2005. O segundo em 2016 e o terceiro em 2024.

Vitória morreu devido a um choque séptico e insuficiência renal crônica em fevereiro. A morte ocorreu um ano após o terceiro transplante de coração e dois anos depois de um transplante de rim, que ficou comprometido durante o tratamento cardíaco da jovem.

 

 

 

“CNN”

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Fiéis sobem o Morro da Capelinha nesta Sexta-Feira Santa

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Tradição da Sexta-Feira Santa reúne milhares de fiéis que encaram a subida do Morro da Capelinha, em Planaltina (DF), como gesto de fé e agradecimento

Na manhã desta Sexta-Feira Santa, milhares de fiéis enfrentam do calor à chuva até a longa subida do Morro da Capelinha, em Planaltina (DF). A movimentação começou cedo. Por volta das 8h, famílias inteiras já caminhavam em sentido ao topo, algumas em oração, outras descalças ou de joelhos. O clima é de devoção e muita emoção.

Entre os que subiram o morro, está Eleni da Paz, 54 anos, moradora de Planaltina, que participa da procissão há 15 anos e, este ano, agradece pela vida dos filhos. “Eu e meu marido ficamos cinco anos na Vara da Infância até conseguirmos adotar nossos dois filhos. Todo ano vínhamos pedir e agora só temos o que agradecer”, contou, emocionada. 

Já Maria Eduarda Silva, de 23, subiu pela primeira vez. Acompanhada do namorado, a moradora de Sobradinho foi pagar as promessas que fez nos últimos anos. “Foi muito desafiador mas, ao mesmo tempo, muito gratificante”, explica. Para ela, o Morro representa o sacrifício. “Não só pra quem está subindo, mas também para e sobre Jesus que se sacrificou por nós”, completa. 

Enquanto os fiéis seguem o percurso com seus terços e orações, a estrutura para a encenação da tradicional da Paixão de Cristo é preparada para receber milhares de pessoas no período da tarde. 

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”CORREIOBRAZILIENSE”

 

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