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Vídeos mostram ônibus escolar que ficou preso em enchente com 12 crianças em Capinzal (SC)
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Um motorista salvou 12 estudantes de um ônibus escolar prestes a ser tomado pela água na tarde desta quinta-feira (12), em Santa Catarina. De acordo com a Secretaria de Educação do município, não houve nenhum ferido.
Na cidade de Capinzal, no oeste catarinense, um motorista, ao ver que a água das enchentes se aproximava do ônibus que dirigia, ajudou doze estudantes a se salvarem, antes de abandonar o veículo. De acordo com a secretária de Educação do município, Veranice Lovatel, ao perceber que a água ainda estava chegando no ônibus, o motorista tirou as crianças pela janela do veículo.
Segundo reportagem do G1, a secretária afirma que a foto, que mostra o ônibus parcialmente submerso, foi feita cerca de duas horas depois da retirada dos estudantes, quando a água já havia subido. Segundo ela, as crianças foram retiradas em segurança. “Quando ele parou nesse ponto, a água ainda estava chegando no ônibus. Então ele parou para poder tirar os alunos, deixou o ônibus ali e seguiu por um outro acesso até o vizinho mais próximo, que acolheu todos eles até nós podermos levar todos para casa, com segurança”, informou Lovatel.
Os ocupantes tinham entre 12 e 15 anos, e as aulas na cidade seguem suspensas nesta sexta-feira. Só na cidade de Capinzal são pelo menos 19 desalojados, todos levados para um hotel, onde estão sob cuidados da Assistência Social, de acordo com a Defesa Civil do município.
Diversos municípios catarinenses entraram em “alerta máximo” para deslizamentos de terra e desabamentos de estruturas, nesta sexta-feira (3). Em dois dias, choveu mais de 200 milímetros em Capinzal. O volume é o dobro do esperado para o mês de maio inteiro no estado.
Ainda na região oeste do estado, na cidade de Ipira, um idoso de 61 anos foi encontrado nesta sexta-feira, morto, após desaparecer na quinta-feira. Ele dirigia um carro que foi levado pela correnteza do alagamento.
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Porto Alegre enfrenta chuva forte e bairro Menino Deus volta a alagar
O bairro Menino Deus, que fica na região centro-sul de Porto Alegre, voltou a registrar ruas inundadas menos de uma semana depois de a água do Guaíba ter baixado. A reportagem registrou a saída de moradores e trabalhadores do comércio na altura do cruzamento das ruas Grão-Pará e José de Alencar, cuja água alcançava a altura do joelho. Após dias de trégua, a chuva voltou a castigar Porto Alegre nesta quinta-feira (23).
“Eu cheguei às 7h30 na loja, na altura da Rua José de Alencar, 187, na loja que a gente trabalhava. Estava normal, não tinha nada, mas conforme vai chovendo, três bueiros entupidos jogaram água para fora”, relata Leandro da Rosa.
Ele aguardou o resgate na loja para poder sair da rua. Em um prédio próximo, policiais da Brigada Militar resgataram uma idosa de seu apartamento. A região já sofreu outras enchentes similares anteriormente, mas, nos últimos dias, já tinha secado e passado por limpeza urbana.
Em outra parte do bairro, na Rua Coronel André Belo próximo da Rua Múcio Teixeira, Tatiara da Silva e Gislaine Barbosa estavam saindo da casa onde moram por temor de nova inundação. “Agora que a gente estava começando tudo de novo, temos que sair. As bombas não estão funcionando. Vamos sair, a gente não vai ficar para esperar, porque da outra vez, não avisaram”, afirmou Tatiara.
Segundo o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) da capital, uma das estações de bombeamento está funcionando de forma parcial no bairro. São essas bombas que fazem a sucção da água de volta para o Lago Guaíba.
Esse trabalho de drenagem, aliado à estiagem dos últimos dias, ajudou a baixar o nível do Guaíba para menos de 4 metros desde o início de maio, segundo a Agência Nacional das Águas (ANA). A medição de ontem à noite registrou 3,82 metros, mas, durante a madrugada, esse patamar subiu para 3,96 metros. A cota de inundação é de 3 metros.
Pelas redes sociais, o Dmae pede que as pessoas que moram em áreas mais alagadas saiam do local. “Estamos passando por um alagamento em algumas regiões da cidade, por conta do excesso de chuvas que não estava previsto para hoje. Nossas equipes estão trabalhando com hidrojateamento nas redes pluviais e também para voltar a operar a pleno às EBAPS 12, 13 e 16, que drenam a água da região dos bairros Cidade Baixa e Menino Deus”, informa o órgão.
Na noite de terça-feira (21), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta para chuvas intensas no estado, com volumes entre 120 mm e 150 mm na metade sul do estado para o período de dois dias.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também alertou para o avanço de uma nova massa de ar polar e para a formação de um ciclone extratropical no oceano, com a previsão de ventos de até 100 km/h na costa do estado e possível queda de granizo.
No maior desastre climático do estado, mais de 647 mil gaúchos ainda estão fora de suas residências, vivendo em abrigos, na casa de amigos e parentes ou em acampamentos à beira de rodovias do estado. Apesar do número de pessoas em abrigos estar diminuindo, ainda são 65.762 desabrigados nesses 805 locais, como quadras, salões e abrigos. O estado também registra 581.643 desalojados. De acordo com o último boletim da Defesa Civil do estado, o número de óbitos subiu para 163 e 72 pessoas continuam desaparecidas
“Agência Brasil”

