Educação
País tem mais de 80 concursos abertos para preencher 4,3 mil vagas; veja lista
Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. No processo seletivo aberto pelo Ministério da Cidadania, são 89 vagas com salários de até R$ 8.300,00.
Educação
Por G1
Pelo menos 83 concursos públicos estão com inscrições abertas no país nesta segunda-feira (5). São mais de 4,3 mil vagas em disputa.
Há cargos disponíveis para todos os níveis de escolaridade. Além de vagas para preenchimento após o término do processo seletivo, há oportunidades para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.
No processo seletivo aberto pelo Ministério da Cidadania, por exemplo, são 89 vagas para contratação por tempo determinado, com salários de até R$ 8.300,00.
Nesta terça-feira (6), iniciam as inscrições para o concurso do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça. São 107 vagas para profissionais de nível superior na área de engenharia e arquitetura. Os salários variam de R$ 6.242,41 a R$ 8.293,82.
Na quarta-feira (7), serão abertas as inscrições para o concurso do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). São 165 vagas, com salários de até R$ 7.620,37 em funções de nível superior em Brasília, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.
Nesta segunda-feira, pelo menos 9 concursos abrem o prazo de inscrições. Veja abaixo:
Prefeitura de Aparecida do Taboado (MS)
- Inscrições: até 09/04/2021
- 30 vagas
- Salários de até R$ 2.122,99
- Cargos de nível médio e superior
Prefeitura de Cunha Porã (SC)
- Inscrições: até 05/04/2021
- 2 vagas (professores de inglês)
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Formiga (MG)
- Inscrições: 05/04/2021
- 6 vagas (enfermeiros)
- Salários de até R$ 2.122,99
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Maquiné (RS)
- Inscrições: até 09/04/2021
- 2 vagas (instalador hidráulico)
- Salários de até R$ 2.292,97
- Cargos de nível fundamental
Prefeitura de União do Oeste (SC)
- Inscrições: 05/04/2021
- 4 vagas (professores)
- Salários de até R$ 1.831,71
- Cargos de nível superior
Hospital Ophir Loyola (HOL-Paraná)
- Inscrições: até 07/04/2021
- 41 vagas
- Salários de até R$ 1.858,41
- Cargos de nível superior
Prefeitura de Mambaí (GO)
- Inscrições: até 07/04/2021
- 52 vagas
- Salários de até R$ 3.641,02
- Cargos de nível fundamental, médio e superior
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins (CBM – TO)
- Inscrições: até 12/04/2021
- 115 vagas
- Salários de até R$ 4.805,62
- Cargos de nível médio e superior
Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)
- Inscrições: até 16/04/2021
- 11 vagas
- Salários de até R$ 1.700,03
- Cargos de nível médio e superior
´´G1/Globo“
Educação
Prefeitura proíbe uso de celulares em sala de aula e no recreio
Por Vinicius Lisboa
A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira (2) decreto que restringe o uso de celulares nas escolas da rede municipal. Segundo a publicação assinada pelo prefeito, Eduardo Paes, os dispositivos só poderão ser usados antes da primeira aula e após a última, à exceção de casos especiais.

O decreto já entrou em vigor, mas seus efeitos passam a valer após 30 dias, segundo o texto. A Secretaria Municipal de Educação ainda precisará editar ato normativo para regulamentar a medida.
Proibição no recreio
A proibição do uso de celulares vale para dentro de sala de aula e também os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio. Apenas na Educação de Jovens e Adultos será permitido o uso de celulares nos intervalos.
O decreto orienta que os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligado ou ligado em modo silencioso e sem vibração. Apesar disso, a publicação deixa margem para que a equipe da escola adote outra estratégia de preferência.
Caso haja desrespeito à proibição, o decreto autoriza os professores a advertir os alunos e cercear o uso dos dispositivos em sala de aula.
Exceções
Apesar da proibição, os professores podem propor a utilização dos celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos, como pesquisas, leituras ou acesso a outros materiais educativos.
Os alunos com deficiência ou com condições de saúde que necessitam destes dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade também têm autorização para mantê-los em funcionamento na escola.
O uso também pode ser liberado quando a cidade estiver classificada nos estágios operacionais 3, 4 e 5 pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Isso ocorre em situações que causam impacto na rotina da cidade, como temporais que provocam alagamentos e incidentes graves de trânsito ou segurança pública.
Consulta pública
Antes de a prefeitura publicar o decreto, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma consulta pública sobre a proibição, que contou com mais de 10 mil contribuições.
Segundo a secretaria, o resultado foi de 83% de respostas a favor, 6% contrárias e 11% parcialmente favoráveis.
Na época, o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, destacou a relevância do resultado. “São números que mostram o grande interesse por essa discussão e o quanto a sociedade está consciente da importância e urgência que esse problema precisa ser enfrentado”.
Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem no lançamento da consulta pública avaliaram a proibição com ponderações. A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que é mais importante trazer a discussão do uso desses dispositivos para a escola.
“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir,” explicou.

