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Enem 2021 registra 4 milhões de inscritos

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Educação

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o número de inscritos na edição 2021 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Foram 4.004.764 inscrições realizadas.

Este número de inscritos é o menor do Enem no formato atual, adotado a partir de 2009. E vale ressaltar que este número divulgado corresponde às inscrições realizadas, sem considerar ainda a confirmação do pagamento da inscrição, que pode ser feita até a próxima segunda-feira, dia 19 de junho. O valor da taxa de inscrição do Enem 2021 é de R$ 85.

Em 2020 o Enem recebeu 6,1 milhões de inscrições e 5,8 milhões fizeram a prova.

Enem 2021

As provas do Enem 2021 serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro, tanto na versão impressa quanto na versão digital, e terão perguntas iguais. O Enem digital é exclusivo para quem já concluiu o ensino médio ou está concluindo essa etapa em 2021.

Do total de inscritos, 3.903.664 farão a versão impressa do exame, enquanto a versão digital teve 101.100 vagas preenchidas.

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As provas do Enem 2021 ocorrerão em dois domingos consecutivos, e os candidatos responderão a questões de acordo com o cronograma abaixo:

21 de novembro

  • 45 questões de linguagens;
  • 45 questões de ciências humanas
  • uma redação.

28 de novembro

  • 45 questões de matemática
  • 45 questões de ciências da natureza.

Os candidatos deverão obedecer aos horários abaixo:

  • Abertura dos portões: 12h
  • Fechamento dos portões: 13h
  • Início das provas: 13h30
  • Término das provas no 1º dia: 19h
  • Término das provas no 2º dia: 18h30

Em função da pandemia do coronavírus será obrigatório o uso de máscaras durante a realização do exame, e recomenda-se a utilização de álcool em gel. De acordo com o edital do Enem 2021, não seguir os protocolos de segurança relacionados à Covid-19 é considerado critério de eliminação.

“R7”

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Educação

Prefeitura proíbe uso de celulares em sala de aula e no recreio

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Por Vinicius Lisboa

A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira (2) decreto que restringe o uso de celulares nas escolas da rede municipal. Segundo a publicação assinada pelo prefeito, Eduardo Paes, os dispositivos só poderão ser usados antes da primeira aula e após a última, à exceção de casos especiais.

O decreto já entrou em vigor, mas seus efeitos passam a valer após 30 dias, segundo o texto. A Secretaria Municipal de Educação ainda precisará editar ato normativo para regulamentar a medida.

Proibição no recreio

A proibição do uso de celulares vale para dentro de sala de aula e também os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio. Apenas na Educação de Jovens e Adultos será permitido o uso de celulares nos intervalos.

O decreto orienta que os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligado ou ligado em modo silencioso e sem vibração. Apesar disso, a publicação deixa margem para que a equipe da escola adote outra estratégia de preferência.

Caso haja desrespeito à proibição, o decreto autoriza os professores a advertir os alunos e cercear o uso dos dispositivos em sala de aula.

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Exceções

Apesar da proibição, os professores podem propor a utilização dos celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos, como pesquisas, leituras ou acesso a outros materiais educativos.

Os alunos com deficiência ou com condições de saúde que necessitam destes dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade também têm autorização para mantê-los em funcionamento na escola.

O uso também pode ser liberado quando a cidade estiver classificada nos estágios operacionais 3, 4 e 5 pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Isso ocorre em situações que causam impacto na rotina da cidade, como temporais que provocam alagamentos e incidentes graves de trânsito ou segurança pública.

Consulta pública

Antes de a prefeitura publicar o decreto, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma consulta pública sobre a proibição, que contou com mais de 10 mil contribuições.

Segundo a secretaria, o resultado foi de 83% de respostas a favor, 6% contrárias e 11% parcialmente favoráveis.

Na época, o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, destacou a relevância do resultado. “São números que mostram o grande interesse por essa discussão e o quanto a sociedade está consciente da importância e urgência que esse problema precisa ser enfrentado”.

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Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem no lançamento da consulta pública avaliaram a proibição com ponderações. A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que é mais importante trazer a discussão do uso desses dispositivos para a escola.

“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir,” explicou.

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