Educação

Enem 2021: Inep divulga nesta sexta resultado final sobre pedidos de isenção da taxa

Inscrições para a prova abrem na próxima quarta (30) e são obrigatórias mesmo para quem teve aprovado o pedido de isenção.

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Por G1

Nesta sexta-feira (25) sai a resposta final a quem teve negado o pedido de isenção da taxa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e apresentou recurso ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para reavaliação.

Quem não teve a isenção aprovada terá que pagar a taxa de inscrição do Enem, que é de R$ 85.

O Inep alerta que, mesmo candidatos que tiveram a isenção aprovada precisam se inscrever no exame. As inscrições abrem em 30 de junho e seguem até 14 de julho.

 

Problemas para saber o resultado

Candidatos relataram na semana passada ao G1 que pediram, dentro do prazo estipulado pelo edital, a isenção da taxa de inscrição da prova. No entanto, o Inep afirmou aos estudantes que "não localizou as solicitações" no sistema.

Na prática, é como se o pedido não existisse formalmente. O G1 entrou em contato com o Inep para esclarecer se há algum problema no sistema, mas não recebeu resposta.

 

Na Justiça

Deputados tentaram sugerir ao Ministério da Educação (MEC) que a isenção fosse estendida a todos que se enquadram nos critérios, sem considerar a ausência no Enem 2020. A Defensoria Pública da União entrou com uma ação contra a União no último dia 11 de junho com pedido no mesmo sentido.

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Na edição de 2020, o Enem teve recorde de abstenção – mais da metade dos candidatos (55,3%) não compareceram à prova impressa. Na versão digital, o índice chega a 71,3%. Parlamentares e Defensoria viram nos números um reflexo da pandemia e defenderam que fossem adotadas "medidas excepcionais" nesta edição, para facilitar o acesso dos estudantes ao ensino superior.

A nota do Enem é usada para disputa de vagas em universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e também é critério para programas de acesso ao ensino superior privado, como o Prouni, que oferece bolsas de estudo, e o Fies, que concede crédito para pagar mensalidade com juros zero ou reduzidos.

 

Quem era apto para a isenção

Pelo edital, poderiam pedir isenção da taxa os candidatos:

 

  • matriculados no último ano do ensino médio na rede pública em 2021;
  • alunos que cursaram o ensino médio inteiro em escolas públicas ou como bolsistas integrais em instituições privadas (com renda mensal familiar per capita de até 1,5 salário mínimo);
  • pessoas em vulnerabilidade econômica inscritas no CadÚnico.
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Quem teve isenção na edição anterior, mas faltou à prova, precisou justificar a ausência para continuar tendo acesso ao benefício.

 

Cronograma do Enem 2021

 

Fique atento às datas:

  • 25 de junho: resultado final com os pedidos de isenção aceitos
  • 30 de junho a 14 de julho: período de inscrições
  • 30 de junho a 19 de julho: pagamento da inscrição
  • 30 de junho a 14 de julho: pedido de atendimento especializado
  • 19 a 23 de julho: pedido de tratamento pelo nome social
  • 21 e 28 de novembro: provas impressa e digital

 

Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos.

Em 21 de novembro, o candidato deverá fazer:

 

  • 45 questões de linguagens;
  • 45 questões de ciências humanas;
  • e Redação.

 

Em 28 de novembro, a prova tem meia hora a menos:

 

  • 45 questões de matemática
  • e 45 questões de ciências da natureza.

 

Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):

 

  • 12h: abertura dos portões
  • 13h: fechamento dos portões
  • 13h30: início das provas
  • 19h: término das provas no 1º dia (devido à redação, haverá maior tempo)
  • 18h30: término das provas no 2º dia

´´G1/Globo“

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Educação

Prefeitura proíbe uso de celulares em sala de aula e no recreio

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Por Vinicius Lisboa

A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira (2) decreto que restringe o uso de celulares nas escolas da rede municipal. Segundo a publicação assinada pelo prefeito, Eduardo Paes, os dispositivos só poderão ser usados antes da primeira aula e após a última, à exceção de casos especiais.

O decreto já entrou em vigor, mas seus efeitos passam a valer após 30 dias, segundo o texto. A Secretaria Municipal de Educação ainda precisará editar ato normativo para regulamentar a medida.

Proibição no recreio

A proibição do uso de celulares vale para dentro de sala de aula e também os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio. Apenas na Educação de Jovens e Adultos será permitido o uso de celulares nos intervalos.

O decreto orienta que os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligado ou ligado em modo silencioso e sem vibração. Apesar disso, a publicação deixa margem para que a equipe da escola adote outra estratégia de preferência.

Caso haja desrespeito à proibição, o decreto autoriza os professores a advertir os alunos e cercear o uso dos dispositivos em sala de aula.

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Exceções

Apesar da proibição, os professores podem propor a utilização dos celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos, como pesquisas, leituras ou acesso a outros materiais educativos.

Os alunos com deficiência ou com condições de saúde que necessitam destes dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade também têm autorização para mantê-los em funcionamento na escola.

O uso também pode ser liberado quando a cidade estiver classificada nos estágios operacionais 3, 4 e 5 pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Isso ocorre em situações que causam impacto na rotina da cidade, como temporais que provocam alagamentos e incidentes graves de trânsito ou segurança pública.

Consulta pública

Antes de a prefeitura publicar o decreto, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma consulta pública sobre a proibição, que contou com mais de 10 mil contribuições.

Segundo a secretaria, o resultado foi de 83% de respostas a favor, 6% contrárias e 11% parcialmente favoráveis.

Na época, o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, destacou a relevância do resultado. “São números que mostram o grande interesse por essa discussão e o quanto a sociedade está consciente da importância e urgência que esse problema precisa ser enfrentado”.

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Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem no lançamento da consulta pública avaliaram a proibição com ponderações. A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que é mais importante trazer a discussão do uso desses dispositivos para a escola.

“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir,” explicou.

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