Governo quer colocar Educação de Mato Grosso entre as melhores do País em um prazo de 10 anos
Ministro: Governo Lula vai auxiliar MT a atingir meta na Educação
EDUCAÇÃO
O ministro de Educação Camilo Santana afirmou nesta quinta-feira (25) em Cuiabá que o Governo Lula vai auxiliar Mato Grosso a chegar no “top 5” do ranking do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
Atualmente, Mato Grosso ocupa o 19º lugar na lista, e o governador Mauro Mendes (União) tem como meta chegar nos cinco primeiros lugares até 2032.
Conforme Camilo Santana, que foi governador do Ceará entre os anos de 2015 e 2022, Mato Grosso tem potencial e, assim como seu Estado, poderá chegar ao topo do índice mesmo saindo de um patamar baixo de qualidade. Hoje, o Ceará ocupa a segunda posição do ranking, perdendo apenas para Santa Catarina.
“Claro que é possível. O Governo do Ceará fez isso [saiu de uma posição baixa no ranking para o topo], e nós vamos apoiar o Mauro. Vamos estar junto com ele e junto com os prefeitos de Mato Grosso. E não tenha dúvida que o Mauro, em parceira com os municípios, vai alcançar essas metas”, disse o ministro.
Santana apontou que um dos projetos que poderão auxiliar Mato Grosso é a meta de alfabetização do Governo Federal, que deve fortalecer a educação básica.
“O presidente da República vai lançar agora, no mês de junho, um pacto pela alfabetização na idade certa. E ainda vai apoiar os estados, não só na indução técnica, mas financeira – nos coordenadores, na qualificação, no material didático, na avaliação”, disse.
“Esse tem sido um cuidado que nós temos muito grande, porque quem executa a política na ponta são os estados e municípios”, completou.
Responsabilidade conjunta
O ministro ponderou ainda que para que haja um crescimento expressivo nas notas do Ideb em Mato Grosso é preciso também a cooperação dos municípios.
“É claro que não depende só do Mauro. Depende de toda a cooperação que ele faça com todos os municípios do Mato Grosso, porque o ensino fundamental é a responsabilidade dos municípios, mas o Estado entra nessa parceria”, disse.
“A responsabilidade do Estado é do ensino médio. Mas quando o menino não faz um bom ensino fundamental, ele já chega ruim no ensino médio”, completou.
Santana ainda revelou que, conforme levantamento do Governo Federal, apenas 64% dos alunos que saem do ensino fundamental terminam o médio.
“Nós estamos perdendo muitos jovens e crianças nesse País. Nós não queremos perder nenhum e garantir a qualidade da formação dos nossos jovens e crianças nesse País”, disse.
O ministro veio a Mato Grosso para assinar parceria para retomada de 71 obras de escolas da educação básica, em diversos municípios do Estado.
“Mídia News”
EDUCAÇÃO
Comissão de Educação aprova projeto que proíbe celular em escolas
Comissão de Educação aprova projeto que proíbe celular em escolas
Projeto de lei aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados proíbe o uso de telefone celular e de outros aparelhos eletrônicos portáteis por alunos da educação básica em escolas públicas e particulares, inclusive no recreio e nos intervalos entre as aulas.

Para proteger a criança de até 10 anos de idade de possíveis abusos, o texto proíbe também o porte de celular por alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental.
O projeto autoriza o uso de celular em sala de aula para fins estritamente pedagógicos, em todos os anos da educação básica. Permite ainda o uso para fins de acessibilidade, inclusão e condições médicas.
Projeto reformulado
O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), ao Projeto de Lei 104/15 do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), e a outras 13 proposições que tramitam em conjunto e tratam do mesmo assunto. Diego Garcia levou em consideração diversos estudos e contribuições para elaborar parecer.
O relator considerou que o uso e o porte de aparelhos eletrônicos na escola para crianças de até 10 anos de idade podem ser adiados e substituídos por atividades físicas e de socialização, que serão essenciais nos anos seguintes. “Preocupam-nos estudos recentes sobre acesso a conteúdo impróprio como pornografia, drogas, violência, linguagem imprópria e apostas eletrônicas”, afirmou Garcia.
Para ele, pais que acreditam que o porte de celular, nessa fase, é instrumento de segurança devem olhar também para os desafios e prejuízos que o uso de celulares nas escolas pode trazer. “Crianças nessa faixa etária não têm maturidade para discernir quando e como usar esses dispositivos de forma adequada.”
Exceções
Para Garcia, a partir dos 11 anos a capacidade de autorregulação dos alunos é maior e a maior demanda por interações digitais para as relações sociais e as atividades escolares torna inevitável o porte dos celulares na escola. “O uso fica autorizado, em sala de aula, para fins pedagógicos e didáticos, conforme orientação do docente e dos sistemas de ensino, para evitar as distrações”, destacou.
Sobre a permissão de uso aos alunos com deficiência, mesmo na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, independentemente da atividade pedagógica, a ideia é garantir a acessibilidade cada vez mais frequente na forma de aplicativos. “Incluímos também os casos de condições de saúde, como a medição de glicemia por diabéticos. Esses usos são exceção”, esclareceu o relator.
Sofrimento psíquico
De acordo com o projeto, as redes de ensino e as escolas deverão abordar o tema do sofrimento psíquico e da saúde mental dos alunos da educação básica, apresentando a eles informações sobre riscos, sinais e prevenção do sofrimento, incluindo o decorrente do uso imoderado de celulares e do acesso a conteúdos impróprios.
Também os professores deverão ser treinados para detectar sinais sugestivos de sofrimento psíquico e mental. As escolas, por sua vez, deverão oferecer espaços de escuta e de acolhimento para alunos ou funcionários em sofrimento psíquico e mental, principalmente decorrentes do uso imoderado de telas e nomofobia, que é a angústia provocada pela ausência do celular.
Próximos passos
O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Para virar lei, a proibição precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.
“Agencia Brasil”

