Produção física de alimentos cresceu 0,87% nos últimos 12 meses
Vendas da indústria de alimentos crescem 3,74% de janeiro a maio
ECONOMIA
As vendas reais da indústria de alimentos cresceram 3,74% de janeiro a maio e caíram 1,11% na comparação com maio de 2021. A produção física de alimentos cresceu 0,87% nos últimos 12 meses e caiu 1,17% em maio na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo os dados da Pesquisa Conjuntural da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o faturamento chegou a R$ 385,9 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, o que representa um aumento de 15,4% em relação ao mesmo período de 2021.
“No mercado interno, as vendas vêm apresentando alta no acumulado do ano, apoiado pelo auxílio governamental e a queda no desemprego. As exportações continuaram sendo o principal destaque, puxadas pela alta nos preços internacionais dos alimentos”, disse a entidade.
Em maio, o número de pessoas ocupadas na indústria de alimentos apresentou crescimento de 1%, em relação ao mesmo período de 2021, o que gerou 16,5 mil novos postos de trabalho em comparação a maio do ano anterior.
O volume das exportações apresentou queda de 1,5% de janeiro a maio. Em valores, o comércio de alimentos para o mercado externo totalizou US$ 21,7 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, valor 29% acima do mesmo período de 2021. Entre os principais produtos exportados, os principais destaques foram as proteínas animais, com US$ 9,2 bilhões (37,9%); farelos, com US$ 4,3 bilhões (43,6%); açucares, com US$ 2,9 bilhões (-11,2%); óleos e gorduras, com US$ 1,9 bilhão (109,3%).
As importações de alimentos industrializados totalizaram US$ 2,7 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, um aumento de 1,8% acima do mesmo período do ano anterior.
O saldo comercial da balança de alimentos industrializados alcançou US$ 18,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, sendo esse valor US$ 4,8 bilhões acima do mesmo período anterior.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


