ECONOMIA
Tendência de Estabilidade nos Preços dos Combustíveis: Gasolina a R$ 6,26 e Etanol a R$ 4,23 no Terceiro Trimestre
ECONOMIA
Reduções nos preços dos combustíveis sinalizam um cenário de estabilidade, identificado desde agosto
No encerramento de setembro, o preço médio do litro da gasolina no Brasil foi de R$ 6,26, representando uma diminuição de 0,32% em relação ao mês anterior. O etanol, por sua vez, registrou um preço médio de R$ 4,23, com uma redução de 0,47%. Esses dados foram extraídos da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que avalia o comportamento dos preços nas transações realizadas em postos de combustíveis, oferecendo uma média confiável.
Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, comenta: “Essas reduções registradas no fechamento do trimestre apontam para uma tendência de estabilidade nos preços médios em todo o país, observada desde agosto. No contexto regional, a gasolina apresentou quedas significativas em vários estados, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste. Embora o etanol tenha mostrado uma leve tendência de alta em algumas localidades, ele continua a se manter em paridade com a gasolina.”
A Região Nordeste destacou-se com as maiores reduções nos preços de ambos os combustíveis. Nesse contexto, a gasolina teve uma queda de 1,39%, fechando a R$ 6,37, enquanto o etanol ficou 1,84% mais barato, sendo vendido a R$ 4,80. Em contrapartida, o Sudeste apresentou a gasolina a um preço médio de R$ 6,15, e o Centro-Oeste registrou o etanol mais em conta, a R$ 4,11. As médias mais altas foram observadas na Região Norte, onde a gasolina alcançou R$ 6,74 e o etanol R$ 4,94.
No cenário estadual, o Rio Grande do Norte destacou-se com as maiores quedas nos preços, com a gasolina sendo comercializada a R$ 6,29 após uma redução de 4,41%. O etanol, por sua vez, caiu 6,40%, encerrando o mês a R$ 4,97. O estado de São Paulo apresentou o litro de gasolina mais barato do país, a R$ 6,05, enquanto o Mato Grosso teve o etanol mais econômico, a R$ 3,98.
Em algumas localidades, houve aumento nos preços da gasolina. O maior aumento registrado foi em Roraima, onde o litro foi encontrado a R$ 7,02, resultando em uma alta de 2,03%. O Acre apresentou a gasolina mais cara do país, a R$ 7,20.
Em relação ao etanol, muitos estados também mostraram aumentos, com Goiás liderando, com uma alta de 2,96%, fechando a R$ 4,18. O Amapá, por sua vez, teve o etanol mais caro, comercializado a R$ 5,39.
“Como observado em agosto, abastecer com etanol foi considerado a opção mais econômica na maior parte do país neste fechamento de mês, especialmente para os motoristas do Centro-Oeste. Além de representar uma economia para os consumidores, o etanol possui a vantagem ecológica de emitir menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade de baixo carbono,” reforça Pina.
O IPTL é um índice que se baseia em dados de abastecimentos realizados em mais de 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, utilizando uma robusta estrutura de ciência de dados para consolidar o comportamento dos preços. Com mais de 1 milhão de veículos geridos e uma média de oito transações por segundo, o IPTL oferece uma média precisa e confiável. Com mais de 30 anos de experiência, a Edenred Ticket Log adapta suas soluções às necessidades dos clientes, simplificando processos diários por meio de inovações modernas.
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ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


