Resultado está 11,8% acima do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020
Setor de serviços cresce 0,9% em setembro, informa IBGE
ECONOMIA
O setor de serviços cresceu 0,9% em setembro e atingiu o quinto resultado positivo seguido. O ganho acumulado no período ficou em 4,9%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados nesta sexta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor está 11,8% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e alcança o novo ponto mais alto da série histórica, superando novembro de 2014.
Se comparado a setembro de 2021, o volume de serviços subiu 9,7%, sendo a 19ª nona taxa positiva consecutiva. Nessa comparação, houve expansão em todas as cinco atividades e crescimento em 63,3% dos 166 tipos de serviços investigados. “Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,3%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços. Os demais avanços vieram dos serviços de informação e comunicação (6%); dos profissionais, administrativos e complementares (6,9%); dos prestados às famílias (17,8%) e de outros serviços (2,6%)”, informou o IBGE.
No ano, o acumulado do volume de serviços avançou 8,6% na comparação com o mesmo período de 2021. Em 12 meses, passou de 9%, em agosto, para 8,9%, em setembro, e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em abril de 2022, quando registrou 12,8%.
“Essa maior frequência de taxas positivas tem correlação com a volta das atividades de caráter presencial, como serviços prestados às famílias, locação de automóveis, algumas atividades turísticas e transportes de para trazerem o setor de serviços para o patamar que se encontra hoje”, diz o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. O técnico destacou ainda que a renovação da série histórica deve-se também aos “serviços voltados às empresas”.
O analista acrescentou que tanto o setor de transportes quanto o de informação e comunicação estão pesando mais do que 30 pontos percentuais nos serviços e, combinados, alcançaram 65,8% do setor. “O crescimento dessas duas atividades, seja por meio dos serviços de tecnologia da informação ou por transportes de cargas, também a parte de armazenamento de mercadorias, logística, transportes, são aquelas que fizeram com que o setor de serviços tivessem alcançado o nível que se encontra em 2022”, completou.
Segmentos
Conforme a pesquisa, três das cinco atividades investigadas acompanharam o avanço de 0,9% do volume de serviços em setembro de 2022, comparado ao mês anterior. Entre os destaques, a de informação e comunicação teve alta de 2%, sendo o terceiro resultado positivo consecutivo, com ganho acumulado de 4,1%. “Todos os grupamentos dentro dos serviços de informação e comunicação mostraram crescimento”, informou o gerente.
As outras elevações foram nos serviços prestados às famílias com 1%, emplacando o sétimo crescimento seguido, fazendo um ganho acumulado de 11,7%; e em profissionais, administrativos e complementares de 0,2%, que mostrou um comportamento menor, com ganho agregado de 0,3% nos dois últimos meses.
Dentro dos serviços prestados às famílias, a PMS registrou avanço na receita das empresas de restaurantes; hotéis; serviços de bufê e atividades de condicionamento físico. Nos serviços profissionais administrativos e complementares, a alta foi em locação de automóveis; serviços de engenharia; soluções de pagamentos eletrônicos; consultoria em gestão empresarial; atividades de cobranças e informações cadastrais; gestão de ativos intangíveis; e organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções.
As atividades turísticas cresceram 0,4% em setembro, sendo o terceiro resultado positivo consecutivo. Nesses três meses, o segmento acumulou ganho de 3,2% e está 0,7% acima do patamar de fevereiro de 2020. Além disso, ficou 6,7% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014. Apenas cinco dos 12 locais pesquisados acompanharam a alta de 0,4% na atividade turística nacional. Os destaques positivos ficaram com o Rio de Janeiro (2,6%), São Paulo (0,7%), Distrito Federal (3,4%) e Pernambuco (1,6%). Já Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-3,2%) foram os principais recuos.
Após ter recuado 0,5% em agosto, o volume de transporte de passageiros no Brasil cresceu 1,6% em setembro. Com isso, está 1,6% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 21% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).
Unidades da federação
Entre as 27 unidades da federação, 19 acompanharam o avanço do setor nacional e aumentaram o volume de serviços em setembro de 2022, em relação a agosto. Os destaques mais relevantes foram no Rio de Janeiro (0,7%), Santa Catarina (2,6%), Rio Grande do Sul (1%) e São Paulo (0,1%). A principal influência negativa foi o Paraná com queda de 2,3%, seguido por Pernambuco, com recuo de 1,6% e Minas Gerais, de 0,2%.
Pesquisa
Os indicadores produzidos pela PMS, permitem, conforme o IBGE, acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, com análises “da receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação”.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


