No Marrocos, estão previstas reuniões com Dilma e ministros europeus
Reforma de instituições globais será destaque de viagem de Haddad
ECONOMIA
A reforma das instituições financeiras multilaterais será o principal tema do encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que começou na última segunda-feira (9) e se estende até sábado (14) em Marrakech, no Marrocos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, embarcou na noite desta terça-feira (10) e terá reuniões preparatórias nesta quarta.

Na quinta-feira (12), Haddad iniciará a participação no evento, com reuniões bilaterais com ministros de Finanças e com a presidenta do Banco do Brics, Dilma Rousseff. O ministro também tratará de preparar o encontro de 2024, que ocorrerá no Brasil. A reunião anual do FMI e do Banco Mundial abordará ainda as tensões geopolíticas mundiais, agravadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia e o conflito entre Israel e o grupo Hamas.
O país será o anfitrião do próximo encontro do FMI e do Banco Mundial por presidir o G20, grupo das 20 maiores economias do planeta. Segundo o Ministério da Fazenda, Haddad quer aproveitar a presidência do Brasil no G20 para introduzir temas de pano de fundo, como inclusão social e combate à fome, transição energética e desenvolvimento sustentável e reformulação de instituições de governança global.
O encontro reúne ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais de 189 países. A cada três anos, o FMI e o Banco Mundial organizam reuniões fora dos Estados Unidos, mas o encontro no Marrocos, originalmente previsto para 2021, foi adiado por causa da pandemia de covid-19. O governo marroquino decidiu manter a reunião deste ano, apesar do terremoto que destruiu os arredores de Marrakech há um mês.
Nas reuniões bilaterais, estão previstas discussões de relações comerciais e cooperação econômica entre o Brasil e outros países. Haddad se encontrará com os seguintes ministros de Finanças: Nirmala Sitharaman (Índia), Sri Mulyani (Indonésia), Bruno Le Maire (França), Jeremy Hunt (Reino Unido) e Fernando Medina (Portugal).
Em relação aos órgãos multilaterais, além do encontro com Dilma Rousseff, Haddad se reunirá com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e com o presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga.
Confira a agenda completa do ministro no Marrocos, no horário local, quatro horas a mais que em Brasília:
Quarta-feira (11/10)
Reuniões preparatórias
Quinta-Feira (12/10)
9h – Nirmala Sitharaman, ministra das Finanças da Índia
9h45 às 12h15 – Plenária do Comitê de Desenvolvimento
11h20 – Bruno Le Maire, ministro da Economia e Finanças da França
12h – Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI
14h – Dilma Rousseff, presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento
15h – Encontro das diretorias do FMI
18h – Jantar ministerial do G-20
Sexta-Feira (13/10)
9h – Amina J. Mohammed, secretária-geral adjunta da ONU
9h45 – Sri Mulyani, ministra das Finanças da Indonésia
10h30 – sessão de ministros das Finanças e de presidentes dos Bancos Centrais do G20
15h – Jeremy Hunt, chanceler do Tesouro do Reino Unido
15h15 – Ajay Banga, presidente do Banco Mundial
15h45 -Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)
18h15 – Fernando Medina, ministro das Finanças de Portugal
Sábado (14/10)
10h – Plenária do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC)
14h – Partida para São Paulo
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


