ECONOMIA
Queda nos Preços Futuros do Boi Gord o Impacta Cotações da Arroba
ECONOMIA
Redução nas Cotações Reflete Enfraquecimento no Mercado Futuro e Incertezas no Setor Pecuário
Os preços do boi gordo, que apresentaram alta desde o início do semestre, sofreram uma queda nos últimos dias, de acordo com os dados do Cepea. Após atingir o valor recorde de R$ 352,65 na quarta-feira (27), o Indicador CEPEA/B3 perdeu força, encerrando a terça-feira (3) cotado a R$ 336,40, o que representa uma redução de 4,4% em comparação com a semana anterior.
Pesquisadores do Cepea explicam que essa desvalorização no mercado físico foi impulsionada por uma forte e repentina queda nas negociações futuras na B3. Apesar de não haver alterações no mercado atacadista de carne, os frigoríficos, influenciados pelos preços menores no mercado futuro, pressionaram as cotações do boi, resultando em uma redução dos valores no mercado à vista.
Além disso, a queda acentuada nos preços futuros gerou incerteza entre os pecuaristas, que, temerosos com os valores mais baixos, decidiram vender seus lotes no mercado spot. Esse movimento resultou em um aumento da oferta e no alongamento das escalas de abate com preços reduzidos. Contudo, muitos pecuaristas, ainda sem alterações nos fundamentos de mercado, optaram por se afastar das negociações, aguardando uma definição mais clara sobre a direção dos preços.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


