ECONOMIA
Preços do petróleo sobem com forte demanda aliviando temores de recessão
ECONOMIA
O barril de petróleo subiu mais de 1 dólar nesta quinta-feira, estendendo o rali do dia anterior de quase 3%, com o otimismo sobre as exportações recordes de petróleo dos EUA e sinais de que a redução dos temores de recessão estão superando a preocupação com a baixa demanda na China.
O Brent fechou em alta de 1,27 dólar, ou 1,3%, a 96,96 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) subiu 1,17 dólar, ou 1,3%, a 89,08 dólares o barril.
Os dados mostraram exportações recordes de petróleo dos EUA, um sinal esperançoso para a demanda. [EIA/] A especulação de que os bancos centrais podem estar chegando ao fim dos ciclos de alta das taxas aumentou o suporte, depois que o Banco Central Europeu aumentou as taxas em 75 pontos-base. [MKTS/GLOB]
“Os preços do petróleo estão subindo depois que a economia dos EUA se recuperou no último trimestre”, disse Edward Moya, analista de mercado sênior da OANDA, referindo-se aos fortes relatórios de lucros corporativos no último trimestre, embora tenha acrescentado que os ganhos do petróleo foram limitados por uma visão de que uma desaceleração econômica permanece.
Preocupações com a demanda chinesa, no entanto, limitaram o rali. Investidores globais despejaram ativos chineses no início desta semana, com a economia do maior consumidor de energia do mundo sendo afetada por uma política de Covid zero, uma crise imobiliária e uma queda na confiança do mercado.
“As preocupações de que as políticas econômicas confusas da China possam continuar sob o crescente poder do presidente Xi Jinping pesaram no sentimento”, disse Hiroyuki Kikukawa, gerente geral de pesquisa da Nissan Securities.
(Reportagem adicional de Alex Lawler em Londres e Yuka Obayashi em Tóquio)
“Reuters”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


