ECONOMIA
Preços do boi gordo aumentam 9% na primeira quinzena de outubro
ECONOMIA
Oferta restrita de animais prontos para abate impulsiona alta nos valores em diversas regiões
A escassez de animais prontos para abate tem provocado aumentos significativos nos preços do boi gordo em várias regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na primeira quinzena de outubro, o Indicador do boi gordo Cepea registrou um incremento de 9,1%, encerrando o período cotado a R$ 299,25 no dia 15.
As pesquisas do Cepea revelaram que, em São Paulo, as negociações ocorreram entre R$ 291 e R$ 310 (valores à vista, já descontado o Funrural) na terça-feira, dia 15. Além disso, preços acima de R$ 290 foram observados também nos estados do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, com registros de valores próximos a R$ 300 nos dois últimos estados, conforme os levantamentos.
No mercado de carne, a carcaça casada bovina com osso no atacado da Grande São Paulo também apresentou um aumento significativo, acumulando uma alta de 11,7% na primeira quinzena do mês, segundo as informações coletadas pelo Cepea.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


