ECONOMIA
Preços da Carne Suína Apresentam Queda Generalizada em Meio à Retratação dos Frigoríficos
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Mercado de carne suína enfrenta retração com perspectiva de recuperação lenta
A semana registrou uma queda significativa nos preços tanto do quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes de carne suína no atacado. De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, as negociações envolvendo o suíno vivo ocorreram em um cenário complicado, com frigoríficos retraídos. O analista destaca que o mercado da carne suína no atacado enfrenta uma fase difícil, com quedas generalizadas e sem sinais claros de recuperação no curto prazo, já que os varejistas possuem estoques planejados para atender à demanda do período de festas, com apenas ajustes a serem feitos.
Maia comparou o desempenho do mercado de carne suína com o do boi gordo, que, após atingir altos históricos, perdeu força consideravelmente. “Agora, a expectativa é que o consumo evolua nesta reta final de ano, com uma possível reposição no início de 2025. A boa capitalização das famílias e as festividades devem ajudar a impulsionar o consumo no curto prazo”, concluiu o analista.
Queda nos preços
O levantamento realizado pela Safras & Mercado revelou uma redução de 4,67% no preço médio do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 8,67 para R$ 8,27. No atacado, o preço do pernil caiu de R$ 15,28 para R$ 14,47, e o valor da carcaça recuou de R$ 14,53 para R$ 13,82. A arroba suína em São Paulo também registrou queda, passando de R$ 190,00 para R$ 180,00.
Em diferentes estados, a variação de preços foi notável: no Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração permaneceu em R$ 6,35, enquanto no interior houve uma queda de R$ 9,35 para R$ 9,00. Em Santa Catarina, o preço na integração se manteve em R$ 6,45, com redução no interior de R$ 9,50 para R$ 9,10. No Paraná, o preço do quilo vivo caiu de R$ 9,50 para R$ 9,10 no mercado livre, enquanto na integração ficou estável em R$ 6,45. No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande desvalorizou de R$ 9,30 para R$ 8,80, com a integração mantendo-se em R$ 6,40. Goiânia também apresentou queda, com preços de R$ 9,80 para R$ 8,80, e no interior de Minas Gerais, os valores recuaram de R$ 10,00 para R$ 9,10, variando também no mercado independente de R$ 10,30 para R$ 9,30. Já em Mato Grosso, o preço no mercado de Rondonópolis caiu de R$ 9,30 para R$ 8,80, com a integração permanecendo em R$ 6,45.
Exportações de carne suína
As exportações brasileiras de carne suína “in natura” totalizaram US$ 66,951 milhões em dezembro (com cinco dias úteis), com uma média diária de US$ 13,390 milhões. A quantidade exportada atingiu 25,902 mil toneladas, com média diária de 5,180 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.584,8 por tonelada. Comparado a dezembro de 2023, houve um aumento de 25,1% no valor médio diário, uma alta de 7,8% na quantidade média diária e um incremento de 16% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


