ECONOMIA
Preço do etanol registra aumento em novembro
ECONOMIA
Demanda aquecida e fim da safra de cana explicam elevação nos preços
O aumento nas cotações do etanol registrado em novembro pode ser atribuído à demanda aquecida, impulsionada pelas festividades de fim de ano, e à proximidade do término da safra de cana-de-açúcar 2024/25 no Centro-Sul, conforme análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP.
De acordo com o indicador Cepea/Esalq, o preço médio do etanol hidratado foi de R$ 2,6201 por litro em novembro, marcando um aumento de 3,91% em relação a outubro. Para o etanol anidro, o preço médio foi de R$ 2,8828 por litro, com elevação de 2,41% no mesmo período.
O volume de etanol hidratado coletado pelo Cepea nos produtores em novembro foi o quarto maior da temporada 2024/25 e o mais alto para o mês desde 2020, o que reflete a forte demanda. No acumulado da safra 2024/25 (de abril a novembro), os preços médios superaram os registrados no mesmo período da safra anterior (2023/24), com alta de 0,26% para o etanol hidratado e de 2,03% para o anidro.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


