ECONOMIA
PIB pode crescer mais de 2% em 2024, diz presidente do Banco Central
ECONOMIA
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta quarta-feira (7) que o crescimento econômico do Brasil pode surpreender neste ano e ficar um pouco acima de 2% – patamar que tem sido defendido pelo governo federal.
Campos Neto afirmou que, olhando os dados de pagamentos em tempo real, o primeiro trimestre parece estar com um desempenho melhor do que o projetado, o que pode dar sustentação para um Produto Interno Bruto (PIB) um pouco mais alto (a última estimativa oficial do BC, divulgada em dezembro, aponta para um crescimento de 1,7%).
Ele ponderou, no entanto, que há ainda pontos de atenção, como as eleições municipais em outubro e o processo de desinflação global. Mas disse que, se houver um processo benigno de desinflação global, um crescimento americano relativamente controlado e uma desaceleração comportada na China, o desempenho da atividade econômica brasileira pode ser um pouco melhor do que o mercado está vendo agora.

Campos Neto disse também na sua palestra, no evento Blue Connections, que a balança comercial do país deve seguir acima da média em 2024, mas ser um pouco pior do que 2023, devido a uma base de comparação muito alta causada pela super safra do agro. Disse ainda que, para além da atividade de curto prazo, o país precisa trabalhar em direção a um crescimento estrutural maior no longo prazo.
Ele também afirmou que é preciso pôr em perspectiva as mudanças entre o cenário econômico em 2023 e 2024. “Parte do crescimento do ano passado foi uma supersafra. É curioso como a gente se acostuma com melhoras. Esse ano teremos uma safra menor, que na verdade é a segunda maior da história”.
Déficit zero
O presidente do BC salientou o esforço fiscal que o governo tem feito e as reformas aprovadas recentemente e disse estar otimista com o crescimento do Brasil. Também afirmou que é importante que governo tente perseguir sua meta fiscal, mesmo que seja difícil, pois a “saúde” das contas públicas tem relação direta com o processo de afrouxamento monetário. Ele reconheceu que o governo está “fazendo uma força” para alcançar o objetivo, que estipula um déficit primário zero para 2024.
Ontem ele havia dito que a confirmação da meta fiscal de déficit zero em 2024, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada pelo Congresso, ajudou a ancorar expectativas do mercado e nortear decisões de política monetária. O mercado financeiro, no entanto, tem duvidado da capacidade do governo de alcançar a meta, devido à resistência no Congresso a algumas medidas que buscam aumentar a arrecadação, como a reoneração gradual da folha de pagamentos, e à piora na relação com parlamentares, principalmente o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
(Com Reuters e Estadão Conteúdo)
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


