Marca anterior era de 44 dias e foi obtida no ano passado
Petrobras conclui construção de poço em tempo recorde: 35 dias
ECONOMIA
Por Vinícios Lisboa.
A Petrobras informou hoje (19) que construiu um poço de petróleo em 35 dias, marca que é considerada novo recorde de tempo na conclusão de uma estrutura como essa em águas profundas do Brasil. O recorde anterior havia sido de 44 dias, em 2021.

Segundo a Petrobras, a conclusão do poço em tempo recorde gerou economia de cerca de R$ 40 milhões para a companhia, além de ter reduzido o tempo de exposição de trabalhadores ao risco. A redução de gastos considera economia com despesas logísticas e com o aluguel de sondas, cuja taxa diária gira em torno de R$ 1,5 milhão.
O poço construído faz parte do projeto de revitalização do Campo de Marlim, que já está em produção há mais de 30 anos na Bacia de Campos, com um acumulado de 3 bilhões de barris de óleo equivalente desde 1991. O poço fica a 150 quilômetros de distância da costa e a 850 metros de profundidade da lâmina d’água.
De acordo com a estatal, o programa de recuperação dos campos de Marlim e Voador é o maior programa de recuperação de um ativo maduro em andamento na indústria offshore mundial.
“O projeto prevê a interligação de 75 poços e a instalação, em 2023, de duas plataformas do tipo FPSO (sistema flutuante de produção, armazenagem e transferência de petróleo), com capacidade de produzir, juntas, 150 mil barris de petróleo por dia (bpd)”, detalhou a Petrobras.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


