ECONOMIA
PBio teve prejuízo de R$ 196 milhões no último ano
ECONOMIA
De acordo com a mais recente edição do balanço da Petrobras Biocombustível (PBio), a divisão da petroleira que se dedica à produção de biocombustíveis teve prejuízo de aproximadamente R$ 196,3 milhões ao longo de 2022. Mesmo ruim, esse valor é um avanço em relação aos números de 2021 quando as perdas beiraram R$ 242 milhões.
Segundo o relatório de administração publicado ela companhia, o resultado deste ano foi impactado pela redução da mistura obrigatória adotada pelo governo federal para segurar os preços do diesel. Ao contrário dos 14% que o setor esperava a adição de biodiesel ficou em 10% durante todo o ano passado. Isso levou o setor a “uma elevada ociosidade da capacidade de produção e a um aumento de competitividade entre os produtores” o que se somou ao aumento nos custos das matérias-primas e condições cambiais pouco favoráveis.
A empresa também aponta redução nas receitas com as vendas de CBios depois do adiamento nas metas de descarbonização das distribuidoras. Em 2022, a PBio gerou 218,2 mil créditos dos quais 112 mil foram vendidos por cerca de R$ 14,3 milhões – média de R$ 127,53 por título.
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


