ECONOMIA
Pandemia aumenta procura por profissionais especializados em controle de custos; veja cargos em alta
Alta demanda está vindo, principalmente, de empresas dos setores farmacêutico, agropecuário, infraestrutura, telecom e construção; salários chegam a R$ 25 mil.
ECONOMIA
Por G1
A pandemia fez com que as empresas apertassem seu fluxo de caixa para enfrentar as imposições causadas pela crise sanitária. Uma das formas encontradas foi apostar na contratação de profissionais com experiência em controle de custos, planejamento e processos contábeis.
Segundo levantamento do PageGroup, empresa de recrutamento especializado de executivos, a busca por esses especialistas aumentou 50% nos quatro primeiros de abril em relação ao mesmo período do ano passado.
O consultor afirma que a alta demanda por esses especialistas está vindo, principalmente, de empresas dos setores farmacêutico, agropecuário, infraestrutura, telecom e construção, que recrutam de analistas a gerentes.
Veja abaixo os profissionais de finanças mais demandados. Os cargos considerados na lista contemplam média e alta gerência e níveis técnico e de suporte à gestão, de empresas de todos os portes (pequena, média e grande) de 14 setores de todo o país.
Cargo: analista contábil
- O que faz: profissional responsável por classificação e conciliação contábil e financeira, apuração de impostos diretos e indiretos, elaboração de relatórios contábeis e análise de lançamentos e despesas.
- Perfil da vaga: graduação em Contabilidade e conhecimento em planejamento e contabilidade financeira, além de análise de custos e de balanço.
- Salário: R$ 6 mil a R$ 9 mil
- Motivo para alta: necessidade de reforço das equipes de suporte à gestão em meio à crise.
- Percentual de aumento da procura pela vaga: 20%
Cargo: gerente contábil
- O que faz: planeja, supervisiona e gerencia atividades contábeis de acordo com as estratégias de negócio da empresa, realiza provisões orçamentárias e analisa e elabora balanços e balancetes.
- Perfil da vaga: graduação em Contabilidade, capacidade para manipular grande volume de dados e de gestão de equipe.
- Salário: R$ 18 mil a R$ 25 mil
- Motivo para alta: otimizar processos e planejamento contábil/controladoria e reporte para a matriz.
- Percentual de aumento da procura pela vaga: 27%
Cargo: controller
- O que faz: profissional de finanças com pilar de contabilidade e que tem toda a estrutura de finanças abaixo.
- Perfil da vaga: conhecimento generalista de finanças, contabilidade/controladoria e fiscal. Capacidade de transitar entre áreas e liderança de times robustos.
- Salário: R$ 20 mil a R$ 25 mil
- Motivo para alta: otimização de estruturas e área de finanças mais próxima do negócio.
- Percentual de aumento da procura pela vaga: 33%
Cargo: gerente de tesouraria
- O que faz: responsável por supervisionar as atividades da área financeira: contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa e orçamento. Com o objetivo de estabilizar financeiramente a empresa, deixando as contas em ordem, gerando lucro à companhia
- Perfil da vaga: analítico e estratégico, com habilidade em matemática financeira e aptidão em comunicação e negociação, além de possuir conhecimento na área de tributos e gestão de custos;
- Salário: R$ 20 mil a R$ 25 mil
- Motivo da alta: dado o cenário atual, muitas empresas precisam de uma liderança sênior para negociar com bancos e representar a companhia.
- Percentual de aumento da procura pela vaga: 13%
Cargo: coordenador de contas a receber (com foco em crédito e cobrança)
- O que faz: responsável por acompanhar a liquidação de títulos e vencimentos, cobrança de débitos em aberto, conciliação de retornos e bancária, efetua a renegociação de contratos, dívidas e pagamentos
- Perfil da vaga: perfil analítico com boa comunicação e conhecimento em matemática financeira. Conhecimento nos sistemas ERP são um diferencial
- Salário: R$ 9,5 mil a R$ 13 mil
- Motivo da alta: dado o cenário atual, várias empresas precisarão solicitar a renegociação de contratos, dívidas e pagamentos
- Percentual de aumento da procura pela vaga: 17%
´´G1/Globo“
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


