Litro do produtor é comercializado em média por R$ 7,27; etanol registra alta de quase 5% nos postos de combustível do país
No Brasil, preço da gasolina comum sobe pela terceira semana consecutiva
ECONOMIA
O preço da gasolina comum para o consumidor brasileiro cresceu pela terceira semana seguida no país.
O custo do combustível no Brasil sobe desde o início de abril, quando o litro do produto era comercializado em média por R$ 7,192. Atualmente, a gasolina comum é vendida a R$ 7,270.
Os dados fazem partes do boletim mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, divulgado nesta terça-feira (26).
Mais de cinco mil postos de combustíveis foram ouvidos para a realização do levantamento.
A gasolina comum mais cara no Brasil é encontrada no estado do Piauí, onde o litro do combustível custa em média R$ 8,130. O segundo lugar ficou com o Rio de Janeiro: R$ 7,775. Na terceira posição aparece o Distrito Federal, com um custo de R$ 7,704.
O custo elevado do combustível no Brasil vai na contramão do mercado internacional, que registra nas últimas semanas uma queda de 4% no preço do Brent, índice que determina o custo do barril de petróleo no exterior.
O indicador apresenta o menor nível em duas semanas, devido às preocupações com os prolongados lockdowns por Covid-19 na China e possíveis aumentos nas taxas de juros dos EUA.
No entanto, em conversa com a CNN, o economista da FGV Gilberto Braga explica que o preço da gasolina brasileira não é somente regulado pelo dólar, apesar de a moeda americana ter grande peso no custo final de produção.
Ele explica que a inflação e a escalada dos juros no Brasil “sufocam” financeiramente o setor.
“Inicialmente, o preço da gasolina é feito com base em dólar e no Brent, que registra uma forte queda, sim. No entanto, muitos dos custos do combustível são nacionais e tem custos internos”, disse o economista.
“E esses custos foram ajustados por conta da inflação, que vem pressionando a economia brasileira nos últimos meses. Não podemos afirmar que o preço da gasolina vai cair no Brasil, só por conta do Brent. Os custos internos também precisam ser analisados”, acrescentou.
Assim como a gasolina comum, o preço do etanol também teve alta em abril. O combustível registrou uma alta de quase 5% nos postos do país somente entre 17 e 23 deste mês. Em valores absolutos, o litro do etanol foi de R$ 5,241 a R$ 5,496.
A escalada no custo do etanol é explicada pela queda no volume das lavouras de cana, matéria-prima do combustível. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita foi 10% menor no início de 2022, quando comparado com o mesmo período do ano passado.
Outros combustíveis
Ainda segundo o boletim da ANP, a gasolina aditivada também registra altas expressivas. O preço do combustível no Brasil foi de R$ 7,291 para 7,372 em abril nos postos de combustível. O maior valor do produto no país foi encontrado em Piauí, com R$ 8,315, quase 15% maior que a média nacional.
Já o preço do gás de 13 kg de GLP se manteve estável durante o mês de abril. O botijão, segundo a ANP, custou R$ 113, em média, nos estados brasileiros. No entanto, em algumas regiões do país, o GLP pode chegar a R$ 160.
O óleo diesel, combustível utilizado por caminhoneiros, também segue estável em abril, de acordo com o levantamento. Na prática, neste mês, o diesel flutuo e atingiu o preço de R$ 6,60 por litro. O GNV também se manteve com o mesmo valor: R$ 4,754 por praticamente todo o mês de abril.
“CNN Brasil”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


