ECONOMIA

Nem Bolsonaro e nem Lula: Outro nome dita os rumos do dólar

Publicado em

ECONOMIA

As eleições se aproximam do fim e o dólar sente os efeitos de investidores elevando a cautela à espera do resultado da disputa entre o presidente Jair Bolsonaro, que tenta a reeleição pelo PL, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode subir a rampa do Planalto pela terceira vez na história. 

Enquanto a corrida eleitoral não é definida, os ativos domésticos são penalizados pela forte volatilidade e o mercado não sabe qual direção seguir. E com a moeda norte-americana não é diferente.

Sem tempo para eleições

Na segunda-feira, com Bolsonaro ou Lula eleito, analistas antecipam que o efeito pós-eleição terá vida curta. Isso porque há um terceiro elemento em jogo: Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).  É ele quem tem dado a tônica do mercado internacional nos últimos meses, quando começou a subir a taxa de juros nos Estados Unidos.

  • SEU SALÁRIO LÍQUIDO PODE MUDAR: Lula e Bolsonaro querem mexer no salário de brasileiros com mudança nos impostos – e isso pode impactar sua renda nos próximos meses. Entenda neste link o que eles querem fazer.
Leia Também:  Relator quer votar reforma tributária na Câmara no início de julho

O investidor não terá tempo de digerir o resultado da eleição quando o combo Jerome Powell – presidente do Fed -, inflação e taxa de juros americana voltará a dar as cartas do jogo.

O sócio e analista da Ajax Capital, Rafael Passos, comenta que será possível ver uma sensibilidade um pouco maior no dólar, nas próximas semanas, porque o cenário internacional segue extremamente volátil. “Querendo ou não, temos lá fora uma dinâmica mais negativa”, comenta.

 

3º turno para o dólar

Para o sócio-diretor da Pronto Invest, Vanei Nagem, o efeito do resultado da eleição na moeda americana vai até a semana que vem. “Depois descola [do cenário local] e vai seguir o mercado lá fora, com os bancos centrais no radar”, comenta.

Colado às eleições, na quarta-feira, tem feriado local e a decisão de política monetária do banco central americano, que deverá elevar os juros mais uma vez. Investidores também aguardam as sinalizações do Fed, reportadas por Powell, sobre a inflação e os próximos passos de política monetária.

Leia Também:  Homem é preso após ameaçar a própria mãe com faca em Apiacás

Os bancos centrais voltam ao protagonismo esta semana, com as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) hoje à noite e, amanhã, do Banco Central Europeu (BCE).

“Money Times”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório

Publicados

em

Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Operação Escama cumpre 11 ordens judiciais contra grupo que se associou para fomentar o tráfico em Sorriso
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA