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Previsão para expansão do PIB variou de 5,26% para 5,27% em 2021

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ECONOMIA

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) deste ano subiu de 6,11% para 6,31%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (19), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,75%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3,06%, respectivamente.

O cálculo para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

No mês passado, a inflação desacelerou para 0,53%, depois de chegar a 0,83% em maio. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,77% no ano e 8,35% nos últimos 12 meses.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 4,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

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Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 6,75% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica suba para 7% ao ano. E tanto para 2023 como para 2024, a previsão é 6,50% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 5,26% para 5,27%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2,10%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,50%.

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A expectativa para a cotação do dólar se mantém em R$ 5,05 ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,20.

“Agência Brasil”

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ECONOMIA

Produção de aço bruto do Brasil cresce 24% no primeiro semestre

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A produção brasileira de aço bruto cresceu 24% no primeiro semestre deste ano, em comparação a igual período do ano passado, atingindo 18,1 milhões de toneladas. As vendas internas (12,09 milhões de toneladas) subiram 43,9% e o consumo aparente (14,03 milhões de toneladas), 48,9%. Os dados foram divulgados hoje (22) pelo presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes.

O balanço revela, porém, que as exportações tiveram retração em quantidade (-13,7%), com total de 5,2 milhões de toneladas, e aumento de 28,3% em valor (US$ 3,8 bilhões) em relação ao mesmo período de 2020. Lopes disse que o consumo de aço e o desenvolvimento econômico “andam juntos e são indissociáveis” e que o produto é um indicador antecedente e deve influenciar no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

As importações evoluíram 140,6% no acumulado janeiro/junho em quantum, somando 2,5 milhões de toneladas, e 105,6% em valor, com US$ 2,3 bilhões no período analisado. Lopes destacou que, no primeiro semestre, em relação às médias anuais de 2018, 2019 e 2020, as vendas internas cresceram 28,9%, 28,7% e 24,4%, respectivamente, enquanto as exportações caíram, na mesma comparação, 61%, 54,4% e 33,7%. Segundo Lopes, isso comprova que não corresponde à realidade a argumentação de que o setor aumentou exponencialmente a exportação.

Para ele, a alíquota do Imposto de Importação não deve ser reduzida diante das ameaças ao Brasil no setor siderúrgico, “por conta do brutal excedente da capacidade instalada no mundo, que atingiu, no ano passado, 562 milhões de toneladas”. A seu ver, isso abre oportunidade para “práticas predatórias, escaladas protecionistas e preços aviltados”.

Lopes ressaltou que, em todo o mundo, os países vêm adotando salvaguardas para se proteger dessas práticas. Segundo ele, a América do Sul e o Brasil, em especial, aparecem sem nenhum mecanismo excepcional de defesa. O Brasil pode, com isso, transformar-se em um “depositário de desvios de comércio”, acrescentou.

Commodities

O presidente do IABr negou que o preço do aço impeça o crescimento do setor da construção, uma vez que os lançamentos imobiliários cresceram 167,5% nos cinco primeiros meses deste ano, com alta de 160,1% nos financiamentos e de 53,2% nas vendas.

Ele afirmou que o boom (explosão) dos preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado externo) não ocorreu somente no setor siderúrgico — o minério de ferro, por exemplo, subiu 172,7% de janeiro de 2020 a junho de 2021. A sucata do Brasil para o mercado doméstico e o ferro-gusa para exportação evoluíram 157,7% e 146,2%, respectivamente. Houve aumentos também para carvão mineral dos Estados Unidos (83,3%) resina (157,9%), coque com alto teor de enxofre (281,5% até maio), soja (85,5%) e algodão (80,5%).

Segundo Lopes, o preço das commodities está em fase de normalização. “Esse fenômeno está estabilizando. A perspectiva que se tem é de manutenção dos níveis de preços.”

Previsões

O Instituto Aço Brasil reviu as previsões para este ano. A projeção feita neste mês é de aumento de 14% na produção de aço bruto, que deve fechar o ano com 35,8 milhões de toneladas, superando as estimativas anteriores de 6,7% e 11,3%, feitas, respectivamente, em novembro de 2020 e em maio de 2021. Caso a previsão se confirme, será o maior patamar da história da indústria siderúrgica no Brasil. Para as vendas internas, o Comitê de Economia do IABr prevê expansão de 18,5% este ano, com 23,05 milhões de toneladas, contra 5,3% em novembro d2 2020 e de 12,9% em maio deste ano. Se confirmada, tal expansão será a maior desde 2013, diz a assessoria de imprensa do IABr.

As exportações devem continuar em queda, encerrando o ano com retração de 8,7%, somando 9,6 milhões de toneladas. As importações têm previsão de incremento de 119% no ano. O consumo aparente deverá aumentar 24,1% em 2021, atingindo 26,6 milhões de toneladas. Quanto ao consumo per capita, isto é, por habitante, a projeção é alcançar 123,6 quilos, contra 100,9 quilos em 2020, mostrando alta de 32% em comparação com o ano 2000. Apesar do aumento, o Brasil ainda está bem distante da China, cujo consumo per capita foi de 691,3 quilos, no ano passado.

Com 31 milhões de toneladas de aço produzidas em 2020, o Brasil aparece na nona posição no ranking mundial, liderado pela China, com cerca de 1,06 bilhão de toneladas.

O setor siderúrgico nacional prevê investir US$ 8 bilhões entre 2021 e 2025. Esse valor se somará aos US$ 28,2 bilhões investidos entre 2008 e 2020, informou Mello Lopes.

“Agência Brasil”

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