ECONOMIA
Mercado de Feijão Enfrenta Desafios com Baixa Demanda e Possível Queda de Preços
ECONOMIA
Vendedores Preocupados com Pouco Giro no Varejo e Compradores Desinteressados
O mercado brasileiro de feijão iniciou a semana com vendas noturnas abaixo das expectativas, marcada por uma presença reduzida de compradores. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, as transações concentraram-se em lotes de qualidade nota 8 e 8,5, enquanto os produtos de padrão extra mantiveram estabilidade em relação à semana anterior. As ofertas, provenientes de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, foram impactadas pelo feriado estadual da Revolução Constitucionalista, que paralisou as operações da bolsa na terça-feira (9).
“O lançamento do novo Plano Safra trouxe um fôlego promissor para o setor agrícola, com recursos ampliados e taxas de juros mais baixas destinadas ao cultivo de feijão, arroz e outras culturas fundamentais. Contudo, alguns produtores ainda enfrentam dificuldades para acessar esses benefícios, o que poderá limitar o impacto positivo esperado”, explica Oliveira.
Ainda conforme o analista, o mercado enfrenta um período de baixa atividade comercial e um escoamento lento dos estoques remanescentes, fatores que continuam exercendo pressão sobre os preços. Na semana anterior, destacou-se a negociação de feijão IAC 2051, com padrão de cor 8,5, cotado entre R$ 265,00 e R$ 275,00 por saca, enquanto lotes de padrão 7, com defeitos e manchas, foram comercializados entre R$ 150,00 e R$ 160,00 por saca.
“Na metade da semana, a dinâmica foi cautelosa, com poucos compradores aproveitando as melhores oportunidades, incluindo descontos de até R$ 20,00 por saca. Apesar das ofertas examinadas, nenhum negócio foi concretizado, refletindo a expectativa por condições mais favoráveis no futuro próximo”, relatou. Ele também afirma que a demanda fraca do varejo contribui para a redução das compras pelos empacotadores, indicando possíveis desafios para a próxima semana.
No encerramento da semana, a estabilidade foi a protagonista, com vendas enfraquecidas e ofertas de feijões extra surgindo gradualmente a preços reduzidos. Apesar das tentativas de vendedores em ajustar preços para até R$ 320,00 por saca, as vendas significativas ainda não foram registradas. Com volumes robustos de feijões comerciais do Paraná, os compradores estão relativamente tranquilos, embora o ritmo lento do varejo continue a influenciar o mercado.
Situação do Feijão Preto
Para a variedade de feijão preto, Oliveira explica que a falta de necessidade de aquisições imediatas tem impedido novas negociações, mantendo os compradores retraídos. No entanto, negócios pontuais continuam ocorrendo diretamente nas regiões produtoras. Na região de Ponta Grossa, no estado do Paraná, as cotações variam entre R$ 240,00 e R$ 280,00 por saca.
“A demanda pelo feijão preto segue retraída, refletindo-se em negócios escassos nas principais regiões produtoras. Em Lagoa Vermelha, Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 200,00 e R$ 240,00 por saca, enquanto em Criciúma, Santa Catarina, oscilam de R$ 210,00 a R$ 250,00 por saca. A situação é semelhante em Chapecó, também em Santa Catarina, com indicações de R$ 180,00 a R$ 220,00 por saca”, relata o consultor.
Conforme Oliveira, apesar de uma safra abundante, o mercado enfrenta dificuldades com baixo movimento nas prateleiras, prejudicando a reposição de estoques pelo varejo. Ele explica que este cenário de demanda retraída tem resultado em propostas de compra inferiores, refletindo a cautela dos compradores em realizar novas aquisições. Prevê-se que os preços permaneçam estáveis, com tendência de queda em áreas onde os produtores estão sob pressão para vender.
O analista estima que, caso a demanda não se recupere significativamente, o mercado poderá enfrentar uma pressão crescente nos preços, possivelmente iniciando uma trajetória de queda. Este cenário já é observado nas regiões produtoras, onde propostas de compra estão abaixo das expectativas dos vendedores, que agora enfrentam decisões difíceis entre ajustar preços ou aguardar melhores condições de mercado.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


