ECONOMIA
Lula pede que Trump reflita sobre importância do Brasil e negocie tarifas
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28/07/2025 – 13:54

(Arquivo) Combinação de fotos dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (esq.), e dos Estados Unidos, Donald Trump (Crédito: AFP/Arquivos)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reflita sobre a importância do Brasil e negocie as tarifas comerciais impostas ao país, às vésperas da entrada em vigor de uma taxa de 50% sobre as importações brasileiras aos EUA nesta semana.
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“Eu espero que o presidente dos Estados Unidos reflita a importância do Brasil e resolva fazer aquilo que no mundo civilizado a gente faz: tem divergência? Tem, sente numa mesa, coloque a divergência do lado e vamos tentar resolver”, disse Lula em discurso durante cerimônia da inauguração de usina termelétrica a gás natural no Estado do Rio de Janeiro.
O presidente afirmou que não é correto “de forma abrupta e individual” anunciar tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, como fez Trump em carta destinada a Lula e publicada na rede social do líder norte-americano no início deste mês.
Trump vinculou as tarifas, que ele disse que entrariam em vigor em 1º de agosto, ao tratamento do Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado sob acusação de tramar um golpe para impedir que Lula assumisse o cargo.
O governo brasileiro tem tentado reabrir os canais de negociação com os Estados Unidos, mas até agora não obteve sucesso.
Nenhuma nova rodada de negociações diplomáticas ocorreu desde o mês passado, e uma contraproposta brasileira enviada em maio ficou sem resposta, disseram à Reuters dois diplomatas com conhecimento do assunto.
A falta de comunicação deixa o Brasil com cada vez menos opções à medida que o prazo se aproxima.
Minerais críticos
Após o encarregado de negócio dos EUA no Brasil afirmar que Washington tem interesse nos minerais críticos brasileiros, Lula também voltou a fazer uma defesa da soberania brasileira sobre as riquezas nacionais, assegurando que será feito um levantamento delas e que serão controladas pelo governo.
“Esses dias eu li uma matéria que os Estados Unidos têm interesse nos minerais críticos do Brasil. Ora, se eu nem conheço esses minerais e eles já são críticos, eu vou pegar ele para mim. Por que eu vou deixar para outro pegar? Nós estamos construindo uma parceria dentro do governo com a criação de uma comissão ultra especial, primeiro para que a gente faça um levantamento de todo o tipo de riqueza que o Brasil tem no seu solo e no seu subsolo”, afirmou.
“Até agora me parece que nós só conhecemos o equivalente a 30%, então nós temos 70% do nosso território e das nossas riquezas que não foram ainda pesquisadas. Nós temos que dar autorização para empresas pesquisarem sob nosso controle”, acrescentou.
Lula disse ainda que, assim como a pesquisa, a exploração e comercialização desses minerais — usados em produtos de alta tecnologia — também será feita sob supervisão do governo brasileiro.
“A hora que a gente der autorização para uma empresa, ela não pode vender sem conversar com o governo e muito menos ela vai poder vender a área que tem o minério, porque aquilo é nosso, aquilo é de uma pessoa chamada povo brasileiro”, garantiu.
“O povo brasileiro tem que ter direito de usufruir dessa riqueza que essas coisas podem produzir. É simples assim, a gente não quer nada dos outros, a gente quer apenas garantir que aquilo que é nosso possa gerar riqueza para que este país deixe de ser um país eternamente em vias de desenvolvimento e seja um país altamente desenvolvido.”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


