Joaquim Leite participou online de painel na COP27
Iniciativa privada dará escala para a economia verde, diz ministro
ECONOMIA
O governo brasileiro quer a ajuda da iniciativa privada para dar escala às iniciativas que pretendem desenvolver, no Brasil, uma economia menos danosa ao meio ambiente. Nesse sentido, segundo o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, caberá ao poder público estabelecer políticas públicas que deem diretriz geral e segurança aos investidores.

A declaração foi feita de forma online, transmitida ao vivo para o pavilhão brasileiro na COP27, que reúne representantes de governos e da sociedade civil em Sharm el-Sheikh, no Egito. A conferência terminará no dia 18.
“As políticas públicas vêm para dar segurança necessária e uma diretriz geral, mas são os empreendedores que fazem a coisa ganhar corpo”, disse o ministro ao falar sobre as ações que vêm sendo adotadas pelo governo no sentido de “catalisar uma nova economia verde”.
Na avaliação do ministro, sua pasta “saiu de um modelo simplório de simplesmente multar, proibir e culpar o setor privado, para empreender e inovar, com ele [setor privado], e para promover políticas que tragam segurança jurídica e incentivos, como o do metano zero ou todo esse mercado de carbono que está surgindo”, disse. “Tudo isso traz oportunidades para o empreendedor empreender”, acrescentou.
O ministro disse que o governo tem atuado para “catalisar essa nova economia verde via políticas públicas”. “Esse é o caminho correto a se fazer, criando economia e empregos verdes”, disse.
“O setor privado é o que dá escala para a economia verde. Se quisermos dar escala a essa economia e atingir a neutralidade climática até 2050, a gente precisa dar escala a essas ações, e só o setor privado com seu dinamismo econômico para a geração de emprego e riqueza é que vai fazer isso”, argumentou.
Chefe da delegação brasileira na COP27, Leite chegará ao encontro no próximo dia 15 para finalizar as negociações que estão sendo conduzidas pelos embaixadores Paulino Franco de Carvalho Neto e Leonardo Cleaver Athayde.
Ele e outros integrantes do governo têm declarado que aproveitarão a COP27 para mostrar ao mundo o potencial brasileiro para a geração de energia limpa e barata, de forma a atrair investimento estrangeiro para empreendimentos voltados a esse tipo de energia, gerada de forma 100% renovável.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


