ECONOMIA
Inflação muda pratos dos consumidores veganos
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A inflação é o assunto do momento. Tudo está mais caro. Combustíveis, transportes, alimentação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), índice em doze meses é de 12,13%, a maior desde 2003. Por isso, a maioria da população está tendo que esticar o orçamento para manter nível adequado, ou mesmo básico, de consumo diário de comida. E um dos grupos sociais que vem sentindo fortemente esse impacto no bolso é o dos veganos. Eles não comem nenhum tipo de carne, nem ovos ou mel, abstendo-se de qualquer alimento de origem animal. Os veganos deveriam, portanto, ter menos preocupação financeira com uma dieta que se baseia em vegetais, mas a realidade é diferente. As frutas subiram acima dos 40%, as hortaliças e legumes tiveram alta superior aos 30% e os grãos 17%. Em outras palavras, trazer a sacola cheia da feira está cada vez mais difícil até para pessoas que aboliram a carne, item mais caro do cardápio brasileiro com alta de 44%.
“Sim, ser vegano é mais barato, mas, no momento, os itens que mais consumimos encareceram demais”, afirma Anna Fukamizu, 40 anos e vegana há sete. Ela é cozinheira e especialista em alimentação saudável e observa que o maço de alface que costumava pagar até R$ 1,50, agora não sai por menos de R$ 4. Mas não só. “Abacaxi, brócolis, o nosso arroz com feijão de todos os dias também aumentaram muito”, diz.
O casal Camilo da Costa e Laysa Vitorino, ambos com 33 anos, é vegano há três. “Tivemos que reduzir a variedade de frutas e legumes pela metade do que comprávamos no ano passado”, fala Costa. E acrescenta. “Hoje em dia só compramos o básico”. A inflação que incide sobre os alimentos que compõem o prato vegano tem forçado as pessoas a remanejar os itens da lista de compras. Para Patrícia Costa, economista do Dieese, o encarecimento deve durar por muito tempo ou enquanto a atual política econômica persistir. “Nos últimos doze meses, os domicílios sofreram com inflação de 16%”, pontua.
Agora, a solução é trocar os produtos mais caros e adaptar as receitas. “Por exemplo, mudar do tomate que o preço triplicou para a abóbora, mais em conta”, diz Carolyn Tomé, nutricionista funcional e comportamental. Ela explica que essa ação não deve ser um problema já que veganos geralmente tem de fazer mudanças na dieta que permitam absorver substâncias importantes para o organismo. O segredo é observar a sazonalidade dos alimentos atrás das ofertas da estação. Outra opção é comprar no horário da xepa. Ainda que as frutas e verduras já não estejam tão bonitas, os preços são mais atraente.
“MSN”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


