ECONOMIA
Inflação acelera para 0,84% em fevereiro com reajustes de educação
ECONOMIA
O índice oficial de inflação do Brasil acelerou para 0,84% em fevereiro com a pressão de reajustes na área de educação.
O resultado do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam inflação de 0,78% em fevereiro. O IPCA havia subido 0,53% na divulgação anterior.
Com os novos dados, o índice passou a acumular alta de 5,60% em 12 meses. O avanço era de 5,77% até janeiro.
O IPCA acumulado está acima da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para 2023. O centro da meta é de 3,25% neste ano. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais (4,75%) ou para menos (1,75%).
A atuação do BC virou alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste início de governo. O motivo foi o patamar dos juros no país.
Para tentar conter a inflação, o BC vem deixando a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. Ao esfriar a demanda por bens e serviços, a medida busca frear os preços e ancorar as expectativas para o IPCA.
O efeito colateral é a perda de fôlego da atividade econômica, porque o custo do crédito fica mais alto para empresas e consumidores.
Essa desaceleração já apareceu nos dados do PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre de 2022, antes da posse de Lula.
Na mediana, o mercado financeiro prevê IPCA de 5,90% no acumulado até dezembro de 2023, conforme a edição mais recente do boletim Focus. A pesquisa foi divulgada pelo BC na segunda-feira (6).
Se a estimativa de 5,90% for confirmada, este será o terceiro ano consecutivo de estouro da meta de inflação no país.
Lula já defendeu uma flexibilização na meta com a expectativa de abrir espaço para o corte dos juros. Parte dos economistas, contudo, entende que o efeito concreto seria o oposto, por ampliar as incertezas.
Analistas projetam que um dos impactos sobre o IPCA de março virá do retorno parcial da cobrança de tributos federais sobre gasolina e etanol. A medida entrou em vigor no início deste mês.
“FOLHAPRESS”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


