Melhoria no comércio e nos serviços compensou pessimismo na indústria
Índice de confiança dos pequenos negócios fica neutro em setembro
ECONOMIA
A confiança dos negócios de pequeno porte na economia permaneceu estável em setembro, revelou pesquisa divulgada hoje (11) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da estabilidade, o desempenho variou entre os setores, com o comércio e os serviços compensando o pessimismo das pequenas indústrias.

Segundo a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, o índice geral de confiança das empresas pesquisadas ficou em 100,4 pontos, com recuo de apenas 0,2 ponto em relação a agosto. Indicadores acima de 100 pontos mostram confiança e, abaixo desse nível, sinalizam pessimismo.
O principal fator que contribuiu para a estabilidade nas expectativas foi o desempenho a indústria de transformação. O indicador para o setor fechou em 96,2 pontos, com queda de 4,8 pontos. Esse foi o terceiro mês seguido de queda. Segundo a pesquisa, as indústrias de pequeno porte estão pessimistas por causa do aumento dos estoques e pela percepção de piora do quadro econômico atual.
Os demais setores pesquisados continuam otimistas em relação à economia. O índice de confiança das micro e pequenas empresas do comércio cresceu 1,6 ponto, para 100,8 pontos. O indicador para o comércio está no maior nível desde dezembro de 2018, quando tinha atingido 102,7 pontos.
Em relação aos serviços, o índice de confiança subiu 0,9 ponto, para 101,5 pontos. Segundo o Sebrae, as políticas como a liberação de R$ 1 mil do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a antecipação do décimo terceiro a aposentados continuam a estimular o consumo no comércio. No setor de serviços, a melhoria da confiança deve-se principalmente à redução dos custos provocada pela queda da inflação e pela melhoria na atividade econômica.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


