ECONOMIA
Goiás concede incentivos fiscais ao biogás e biometano
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Medida busca atrair investimentos, estimular a economia circular e reduzir emissões de carbono
O estado de Goiás deu um passo significativo rumo à promoção da energia limpa ao sancionar a Lei nº 23.168/2024, que estabelece benefícios fiscais para empresas produtoras de biogás e biometano. A iniciativa, anunciada recentemente, tem como objetivo atrair investimentos, fomentar a economia circular e reduzir a pegada de carbono, consolidando a região como referência em sustentabilidade e inovação.
Redução de ICMS para produtores de combustíveis renováveis
A nova legislação, publicada no Diário Oficial do Estado em 26 de dezembro, prevê a concessão de crédito outorgado de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para produtores de biogás e biometano. Esses créditos podem chegar a até 85% nas operações internas e 90% nas interestaduais, reduzindo a alíquota modal de 19% para 1,2% e 1,8%, respectivamente.
O decreto que regulamentará a medida está em análise pela Secretaria da Economia e deverá ser publicado até fevereiro de 2025. Empresas interessadas em obter os benefícios precisarão cumprir exigências como investimentos em infraestrutura e inovação, com metas definidas no Termo de Regime Especial (Tare).
“O nosso objetivo é reduzir custos para as empresas que investem em tecnologias limpas aqui em Goiás, fortalecer a competitividade do estado e atrair novos empreendimentos e empregos”, destacou o governador Ronaldo Caiado.
Biogás e biometano: energia limpa e economia circular
Derivados de resíduos orgânicos, como restos agrícolas e animais, o biogás e o biometano são combustíveis renováveis que contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, promovem o reaproveitamento de materiais orgânicos, fortalecendo uma economia circular e sustentável.
A iniciativa posiciona Goiás como protagonista na transição energética do Brasil, ao alinhar-se às melhores práticas ambientais e estimular o desenvolvimento de uma matriz energética mais limpa e eficiente.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


