Os preços dos combustíveis devem apresentar na próxima semana tendências opostas, com o gasóleo a recuar e a gasolina a subia.
Segundo as contas, na madrugada da próxima segunda-feira, 7 de novembro, o gasóleo simples deverá registar uma descida de 4 cêntimos por litro, para um preço médio de 1,901 euros, enquanto a gasolina simples 95 deverá registar uma subida de 2,5 cêntimos, para um preço de 1,842 euros por litro.
A publicação especializada em assuntos económicos, adianta que não é muito habitual que os preços dos dois combustíveis tenham desempenhos contrários, mas a menor pressão sobre o diesel, o combustível mais usado para aquecimento na Europa, tendo em conta as temperaturas mais amenas deste inverno, ajudam a explicar esta evolução divergente.
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos
Relatório da IATA revela quais mercados terão maior demanda por viagens aéreas • UnsplasA demanda global por viagens aéreas deve dobrar até 2050, segundo o relatório Projeções de Demanda de Longo Prazo, divulgado nesta semana pela Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA). A associação representa mais de 360 companhias aéreas do mundo, responsáveis por cerca de 85% do tráfego aéreo global.O avanço da demanda será desigual em certas regiões do mundo. O relatório aponta que Ásia-Pacífico e África terão crescimentos mais rápidos, enquanto Europa e América do Norte terão crescimentos um pouco mais lentos.
Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta
Crescimento mais rápido da demanda aérea será na região conhecida como Ásia-Pacífico • Unsplash/bendp
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