ECONOMIA
Fundos de renda fixa e multimercados registram os maiores resgates em novembro
ECONOMIA
Os fundos de renda fixa e multimercados encabeçaram o saldo de mais regastes do que aplicações na indústria de fundos de investimentos em novembro, cuja captação líquida negativa foi de R$ 19,6 bilhões.
No ano, o saldo da indústria de fundos permanece negativo, em R$ 25,7 bilhões, de acordo com dados divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) nesta semana.
Renda Fixa
Os fundos de renda fixa completaram três meses com retirada líquida de recursos. Em novembro, a classe registrou saída líquida de R$ 16 bilhões.
Os dois tipos mais representativos desta classe em patrimônio líquido foram aqueles que mais influíram nesse resultado: o duração livre grau de investimento (R$ 637,1 bilhões) e o duração baixa grau de investimento (R$ 696,6 bilhões) registraram captações líquidas negativas de R$ 8,9 bilhões e R$ 6,8 bilhões, respectivamente.
No ano, a classe de renda fixa acumula R$ 74,5 bilhões em captação líquida – o que representa cerca de 27% do saldo que fora destinado aos fundos de renda fixa entre janeiro e novembro de 2021.
Os veículos de investimento multimercados também registram saldo de captação negativa no mês, na ordem de R$ 10,2 bilhões.
Os dois tipos com os maiores patrimônios líquidos, multimercados livre (R$ 563,4 bilhões) e investimento no exterior (R$ 704,7 bilhões), apresentaram resgates líquidos expressivos, de R$ 5,1 bilhões e R$ 2,8 bilhões, nesta ordem.
De janeiro a novembro de 2022, os fundos multimercados acumularam R$ 83,7 bilhões em saída líquida. Em detrimento aos multimercados, a maior aversão ao risco e as incertezas da conjuntura doméstica e externa têm gerado um processo de realocação de recursos pelos investidores.
Fundos de ações
A movimentação de recursos para a classe de ações permaneceu desfavorável em novembro, com captação líquida negativa de R$ 4,2 bilhões – o quinto mês seguido no vermelho.
O tipo ações livre, com o maior patrimônio (R$ 210,6 bilhões) entre as subcategorias, segue o principal responsável pela saída líquida da classe, registrando saque líquido de R$ 2,7 bilhões no período.
No ano, os fundos de ações têm R$ 66,1 bilhões em saída líquida.
FIDC e Fiagro
As classes FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) e FIP (Fundo de Investimento em Participações) registraram captação líquida positiva em novembro, R$ 11,4 bilhões e R$ 1,5 bilhão, nesta ordem.
Vale destacar que, dentro do universo dos estruturados, há os Fiagros, que estão em ascensão e, desde que surgiram, em meados de 2021, têm R$ 7,9 bilhões em patrimônio líquido, sendo R$ 6,4 bilhões de Fiagro-FII, considerando os últimos dados de outubro de 2022 divulgados pela Anbima.
Com relação às rentabilidades de novembro, observando os tipos mais representativos em patrimônio líquido, o duração baixa grau de investimento, da classe renda fixa, performou 1,05%, alcançando 12,44% em 12 meses.
Nos multimercados, a rentabilidade do tipo investimento no exterior foi negativa em 1,26%, mas ainda assim permanece com 3,26% de performance nos últimos doze meses.
Para a classe ações, o rendimento do tipo investimento no exterior recuou 4,64%, acumulando queda de 12,32% em doze meses.
“Money Times”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


