ECONOMIA
Fraude no INSS: associações não tinham estrutura, diz relatório da PF
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Investigação apontou ainda que cinco das oito associações da amostra não tinham nenhum empregado em 2021
A Polícia Federal identificou que associações suspeitas de realizarem descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS não possuíam estrutura física ou operacional compatível com a atuação nacional que alegavam ter.
De acordo com relatório da PF, parte dessas entidades funcionava sem sede adequada e sem quadro de funcionários, apesar de manterem associados em diversas regiões do país. A situação foi constatada durante visitas presenciais e entrevistas com responsáveis pelas associações.
Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), referentes a 2021, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), dos anos de 2022 e 2023, mostram que cinco das oito associações analisadas não tinham nenhum empregado registrado em 2021. Uma delas contava com apenas três funcionários.
A PF aponta que, diante da quantidade de associados e da abrangência geográfica, há dúvidas sobre a real capacidade dessas entidades de realizar a captação, o atendimento e a prestação de serviços prometidos.
O relatório também revela possíveis irregularidades na gestão, como a presença de dirigentes com perfil incompatível com as funções exercidas, representantes de fachada e indícios de conflito de interesses. Em alguns casos, diretores do INSS teriam comparecido a assembleias e eventos promovidos pelas associações sob investigação.
fonte: CNN
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta



