ECONOMIA
Falam de “picanha e cerveja” e não têm noção do que aconteceu no Brasil, querem voltar à mediocridade, diz Guedes
ECONOMIA
Pessoas ficam “falando de picanha e cerveja” e não têm noção do que houve com o Brasil no passado, com dados negativos de educação e crescimento, disse nesta quarta-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, sem mencionar diretamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que “tem gente sonhando em voltar com a mediocridade”.
“Ficam aí falando agora de picanha e cerveja, não têm noção do que aconteceu, último lugar no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), crescimento zero”, disse ele palestra no Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária.
“De repente a gente chega, começa a mudar a direção, cai um meteoro na nossa cabeça, a gente atravessa e estamos saindo do lado de lá com uma dinâmica de crescimento próprio garantida, e tem gente sonhando com voltar à mediocridade anterior.”
Lula (PT), que concorre com o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais, tem afirmado em sua campanha que um eventual governo petista retomará o poder de compra da população, argumentando que o brasileiro voltará a ter recursos para comprar cerveja e picanha.
No fórum, o ministro também afirmou que o Brasil precisa extrair rapidamente seu petróleo, enquanto o insumo tem valor, para investir em saúde e educação, enquanto avança na transição para a energia verde. Segundo ele, isso não pode ser feito em um país “refém” de estatais monopolistas e verticalizadas.
Guedes disse ainda que servidores públicos deram extraordinária contribuição ao não receberem reajustes de remuneração durante a pandemia de Covid-19, ressaltando que os aumentos salariais serão retomados “já já”.
O ministro disse ser verdade que o investimento público no Brasil caiu a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mas ponderou que o país recuperou sua dinâmica de crescimento com uma mudança de eixo econômico para o investimento privado, que soma 19% do PIB.
Em relação à reforma tributária, o ministro disse que o Senado deve aprovar a reestruturação nas regras do Imposto de Renda ainda neste ano –o texto já foi aprovado pela Câmara. Ele argumentou que a tributação de dividendos contida na medida seria usada para financiar o valor mais alto do programa Auxílio Brasil a partir de 2023.
“MSN”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


