ECONOMIA
Dólar volta a superar R$ 6,10 e bolsa cai após dados de inflação no Brasil e de emprego nos EUA
ECONOMIA
O dólar subia mais de 1% frente ao real nesta sexta-feira, 10, embora caminhasse para uma queda semanal, conforme investidores reagiam a dados de emprego nos Estados Unidos que reforçaram a percepção de resiliência do mercado de trabalho da maior economia do mundo.
A moeda norte-americana caminha para uma queda de 1,2% na semana.
O governo norte-americano informou que os empregadores norte-americanos criaram 256.000 postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, de 212.000 em novembro, em dado bem acima do esperado em pesquisa da Reuters, em que economistas projetavam 160.000 vagas de emprego.
O relatório ainda mostrou que a taxa de desemprego nos EUA recuou para 4,1% em dezembro, de 4,2% no mês anterior.
O resultado mostrou que o mercado de trabalho dos EUA continua resiliente, o que, junto de uma inflação ainda acima da meta de 2% do Federal Reserve, consolidou as apostas de que os membros do banco central devem desacelerar o ritmo de afrouxamento monetário.
Operadores passaram a ver 97% de chance de o Fed manter a taxa de juros inalterada na reunião deste mês, de 93% antes dos dados, e agora preveem apenas um corte de 25 pontos-base para o ano todo, abaixo das quase duas reduções — 40 pontos acumulados projetadas anteriormente.
Os mercados globais ainda estão precificando que os próximos meses devem ser ainda mais favoráveis para o dólar diante da expectativa de que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump — que toma posse em 20 de janeiro — implemente tarifas de importação e outras medidas potencialmente inflacionárias.
Uma reportagem da CNN relatou nesta semana que Trump está considerando declarar emergência econômica nacional como uma forma de justificar legalmente uma série de tarifas a serem impostas sobre aliados e adversários.
“Os investidores se mostram um pouco mais avessos ao risco em função dessa incerteza de como que isso vai ser efetivado pelo novo governo Trump. A ideia, em geral, é que essas tarifas podem ter algum impacto inflacionário”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.
No cenário doméstico, as atenções se direcionavam para a agenda macroeconômica. O IBGE informou que o IPCA subiu 0,52% em dezembro, de um ganho de 0,39% no mês anterior.
Com isso, o índice encerrou o ano de 2024 com uma alta de 4,83%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central com centro de 3% e uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
As leituras recentes de inflação, a desancoragem das expectativas de preços no futuro, a percepção de uma atividade econômica superaquecida e a deterioração do real fizeram o Banco Central acelerar o ritmo de aperto dos juros no mês passado.
A autarquia elevou a Selic em 1 ponto percentual, a 12,25% ao ano, e sinalizou mais dois aumentos da mesma magnitude nas duas primeiras reuniões deste ano, o que inclui o encontro de janeiro.
“ISTOÉ”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


