Bolsa valoriza-se 0,31% e emenda quinta alta seguida
Dólar sobe para R$ 5,21 à espera de dados da economia americana
ECONOMIA
As expectativas em torno de divulgação de dados da economia norte-americana dominaram o mercado financeiro nesta quinta-feira (6). O dólar subiu e voltou a superar a barreira de R$ 5,20. Com a ajuda do preço internacional do petróleo, a bolsa teve a quinta alta consecutiva.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,21, com alta de R$ 0,026 (+0,5%). A cotação teve um dia de oscilações, com a moeda caindo para R$ 5,17 pouco antes da 10h e subindo para R$ 5,22 uma hora depois.
O mercado de ações teve um dia mais otimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 117.561 pontos, com alta de 0,31%. O indicador chegou a subiu 0,98% às 11h, mas desacelerou ao longo do dia. Mesmo assim, a bolsa brasileira teve ganhos pela quinta sessão seguida, sustentada por ações da Petrobras, as mais negociadas.
Os papéis ordinários (com votação em assembleia de acionistas) da Petrobras subiram 2,95%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) avançaram 3,41%. A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de cortar a produção continua repercutindo no mercado global.
Nesta quinta, o dólar subiu em todo o planeta em meio às expectativas de divulgação da criação de empregos nos Estados Unidos. Caso a geração de vagas se desacelere, isso reduzirá as pressões para o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) aumentar os juros acima do previsto.
No entanto, novas declarações de diretores do Fed mostraram o compromisso do órgão em manter os juros altos pelo tempo necessário para segurar a inflação nos Estados Unidos, fazendo o dólar subir em todo o planeta. Taxas mais altas em países desenvolvidos estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


