ECONOMIA
Dólar sobe com tarifas de Trump e de olho no Congresso, após cair 5,56% em janeiro
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Às 9h37 desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,31%, a R$ 5,8549. O dólar futuro para março ganhava 0,14%, a R$ 5,8840
O presidente americano Donald Trump avisou ainda que os EUA aplicarão tarifas sobre importações de aço, alumínio, cobre, chips de computador, produtos farmacêuticos, petróleo e gás a partir de meados de fevereiro. As novas tarifas se somarão às existentes, e Trump afirmou que elas fortalecerão a economia dos EUA, sem se preocupar com a inflação ou as reações do mercado. “Acho que vamos para o dia 18 de fevereiro e vamos impor muitas tarifas sobre o aço”, disse.
Em resposta, o Canadá anunciou que taxará produtos dos EUA em 25%, o México adotará medidas tarifárias e não tarifárias, e a China recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e “tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses”.
As tarifas de Trump fomentam a tensão nos mercados e as preocupações de governos, empresários industriais e agrícolas com o impacto em preços, inflação, renda e atividade econômica.
O Goldman Sachs estima que uma tarifa de 25% pode elevar o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA em 0,7% e reduzir o PIB em 0,4%. A tarifa de 10% sobre produtos energéticos canadenses reduz um pouco esse impacto. O banco projeta também uma tarifa de 20% sobre a China, elevando o PCE em 0,3%.
“CB”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


