ECONOMIA
Dólar Registra Pequena Queda após Dados Econômicos dos EUA e Alívio nas Pressões Externas
ECONOMIA
Moderação nas expectativas de inflação e relaxamento das tensões globais impactam a moeda americana
Nesta sexta-feira, o dólar apresentou uma leve queda frente ao real, acompanhando a fraqueza observada da moeda norte-americana nos mercados emergentes. Esse movimento ocorreu enquanto os investidores avaliavam os dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram moderados, apesar de um número ligeiramente acima das expectativas para os preços subjacentes.
Às 9h52, o dólar à vista recuava 0,21%, cotado a 5,6356 reais na venda. Na B3, o contrato futuro de dólar para o primeiro vencimento apresentava uma baixa de 0,15%, a 5,651 reais na venda. No dia anterior, o dólar à vista havia fechado a 5,6474 reais, registrando uma baixa de 0,17%.
O Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que seu índice PCE — indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve — acelerou ligeiramente para uma alta de 0,1% em junho na base mensal, frente à estabilidade observada em maio. Este resultado estava em linha com as previsões dos economistas consultados pela Reuters. No acumulado de 12 meses, o índice desacelerou para 2,5%, ante 2,6% no mês anterior.
Por outro lado, o núcleo do índice PCE acelerou para uma alta de 0,2% em junho, comparado a 0,1% em maio, enquanto a previsão da Reuters era de um avanço de 0,1%. Apesar disso, os dados sustentam a tese de moderação das altas de preços observadas no segundo trimestre, o que pode reforçar a confiança do Fed em relação ao retorno da inflação à sua meta de 2%, possibilitando o início de um ciclo de afrouxamento monetário ainda neste ano. Operadores continuam apostando em um possível corte de juros pelo Fed já em setembro.
“A confirmação de que a inflação está esfriando pode abrir caminho para que o Fed inicie o corte de juros ainda em setembro, o que seria um impulso positivo para as moedas emergentes, que enfrentaram dificuldades nas últimas semanas”, destacou Marcio Riauba, gerente da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio.
Pressões Externas e Alívio nos Mercados Emergentes
Antes da divulgação dos dados dos EUA, o dólar já apresentava queda no Brasil, uma vez que as pressões externas que haviam fortalecido a moeda americana nos mercados emergentes estavam começando a se dissipar. O iene, que vinha provocando fuga de capital entre países emergentes, voltava a acumular perdas frente ao dólar, com a moeda norte-americana avançando 0,27% em relação ao iene, a 154,35.
O iene se beneficiou das expectativas de um possível aumento de juros pelo Banco do Japão na próxima semana, o que levou à reversão das operações de “carry trade” — estratégia onde investidores assumem posições vendidas em relação ao iene e buscam retornos em países com taxas de juros mais elevadas. Essas operações, impulsionadas pelo diferencial entre as taxas de juros do Japão e dos EUA, eram responsáveis pela fraqueza do iene, segundo analistas.
Adicionalmente, as moedas emergentes aproveitaram a recuperação nos preços das commodities, principalmente o minério de ferro, impulsionada por novos estímulos econômicos da China. A deterioração das perspectivas econômicas chinesas havia pressionado os preços das matérias-primas, afetando o apetite por risco em países exportadores de commodities. Nesta manhã, o contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou o dia com uma alta de 1,5%, a 779 iuanes (107,45 dólares) por tonelada.
Como resultado, o dólar enfraqueceu frente ao peso mexicano, com queda de 0,36%, ao rand sul-africano, com baixa de 0,5%, e ao peso colombiano, recuando 0,23%.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


