ECONOMIA
Dólar recua e atinge R$ 5,47 em meio a expectativas de juros no Brasil e EUA
ECONOMIA
Investidores acompanham decisões de política monetária dos bancos centrais que podem impactar o mercado financeiro
Nesta quarta-feira, o dólar abriu em queda, cotado a R$ 5,47, em um cenário de grande expectativa pelas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. As possíveis alterações nas taxas de juros, tanto no cenário local quanto internacional, estão no centro das atenções dos investidores, uma vez que podem gerar impactos expressivos nos mercados financeiros.
Na terça-feira, a moeda norte-americana já havia recuado 0,39%, fechando o dia em R$ 5,4883. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, também registrou leve queda de 0,12%, encerrando a sessão aos 134.960 pontos.
Expectativa de corte nos juros americanos
O mercado internacional aguarda ansiosamente a reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que poderá anunciar um corte na taxa de juros ainda nesta quarta-feira (18). A maioria dos analistas prevê uma redução de 0,50 ponto percentual, apesar de dados econômicos recentes que indicam certa resiliência da economia americana, como o aumento inesperado das vendas no varejo e o crescimento de 0,9% da produção industrial em agosto.
O objetivo do Fed, ao reduzir a taxa de juros, é tentar frear a desaceleração econômica. No entanto, a confirmação dessa decisão só será conhecida no final do dia.
Cenário brasileiro: possível alta na Selic
No Brasil, o foco está na possível elevação da taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano. Com o aumento das projeções de inflação, cresce a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central possa optar por mais um ajuste na taxa. A decisão será divulgada após o fechamento dos mercados.
Além das políticas de juros, os investidores também observam indicadores econômicos internacionais e movimentações corporativas que podem influenciar o desempenho do mercado ao longo do dia.
Cotação do dólar
Às 09h01 desta quarta-feira, o dólar apresentava uma queda de 0,18%, sendo negociado a R$ 5,4786. Na terça-feira, a moeda havia encerrado o dia a R$ 5,4883, com os seguintes desempenhos acumulados: Queda de 1,42% na semana; Redução de 2,56% no mês; Desvalorização de 13,10% no ano.
Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa, que inicia suas negociações às 10h, fechou a sessão anterior com leve queda de 0,12%, marcando 134.960 pontos. O índice acumula: Ganho de 0,06% na semana; Queda de 0,77% no mês; Alta de 0,58% no ano.
Principais influências no mercado
As decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos são os principais fatores de movimentação no mercado financeiro desta quarta-feira. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, mais de 60% dos investidores apostam que o Fed reduzirá a taxa de juros para o intervalo entre 4,75% e 5%, iniciando assim um ciclo de cortes.
No Brasil, o cenário de crescimento econômico acima do esperado, impulsionado por um mercado de trabalho aquecido e incertezas fiscais, gera especulações sobre a possibilidade de uma nova alta na Selic. Isso encareceria o crédito, afetando o consumo e os investimentos, contribuindo para uma possível desaceleração econômica.
O Boletim Focus, divulgado na segunda-feira, já indicava a possibilidade de aumento da Selic, além de projeções de inflação mais elevadas para 2023 e 2024. O relatório também trouxe a previsão de um crescimento de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano.
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ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


