ECONOMIA
Dólar hoje cai forte, abaixo de R$ 5,50, com alívio após falas de Lula sobre fiscal
ECONOMIA
Lula reafirmou na véspera compromisso com as contas públicas
O dólar segue operando em forte baixa frente ao real nesta quinta-feira (4), ampliando as perdas da véspera, à medida que diminui a preocupação dos investidores com o quadro fiscal brasileiro após falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reafirmaram o compromisso do governo com as contas públicas.
Qual a cotação do dólar hoje?
Às 14h10, dólar comercial operava em baixa de 1,32%, a R$ 5,494 na compra e R$ 5,496 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto opera com baixa de 1,09%, a 5.5095 pontos.
Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,5693 na venda, em baixa de 1,72%, na maior queda percentual em um único dia desde 6 de janeiro de 2023.
Dólar comercial
Compra: R$ 5,494
Venda: R$ 5,496
Dólar turismo
Compra: R$ 5,517
Venda: R$ 5,697
O que acontece com dólar?
Nas últimas sessões até terça, o dólar subiu forte ante o real devido a incerteza dos agentes do mercado com a trajetória fiscal do Brasil. A preocupação era com o risco desse movimento respingar na economia real, encarecendo produtos e levando o Banco Central a precisar aumentar a taxa Selic, hoje em 10,50% ao ano, para conter a inflação.
Já na última quarta-feira (3), o Lula afirmou que a responsabilidade fiscal é um compromisso de seu governo e que o país jamais será irresponsável nessa área. Mais tarde, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente assegura a preservação do arcabouço fiscal e anunciou um corte de R$ 25,9 bilhões em despesas com benefícios sociais que passarão por pente-fino, dando alívio ao mercado.
“O dia começa dando continuidade ao tom positivo de ontem, em que o mercado remove os prêmios adicionados sobre os ativos financeiros ao longo dos últimos dias”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Essa propensão ao risco deriva de uma diluição dos riscos locais, em especial a questão fiscal na qual houve uma grande direcionamento ontem”, acrescentou.
O governo trabalha com uma meta de déficit fiscal zero em 2024 e 2025, mas o alvo é visto com desconfiança por agentes do mercado, especialmente após indicações de resistência do Congresso a aprovar novas medidas que impulsionem a arrecadação, o que tem gerado pressão pela revisão de gastos.
No cenário externo, o mercado dos Estados Unidos está fechado por conta de feriado, o que deve diminuir globalmente o volume de negociações.
Dados econômicos dos EUA na quarta-feira apontaram para uma moderação do mercado de trabalho e ampliaram o otimismo dos investidores por um corte na taxa de juros do Federal Reserve ainda neste ano, o que também ajudou na forte queda da divisa norte-americana no Brasil.
Quanto mais o banco central dos EUA cortar os juros, pior para o dólar, que se torna comparativamente menos interessante quando os rendimentos dos Treasuries diminuem.
Na Europa, as atenções estarão voltadas nos próximos dias para eleições, com os britânicos indo às urnas nesta quinta-feira para, possivelmente, eleger um novo primeiro-ministro. Os franceses votam no domingo para formar o novo Parlamento.
“IM trader”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


