Bolsa de valores cai 0,11%, mas acumula alta semanal de 2,46%
Dólar fecha perto de R$ 5,50 e sobe quase 2% na semana
ECONOMIA
Os receios de uma recessão na economia norte-americana voltaram a pesar no mercado financeiro nesta sexta-feira (22). O dólar, que iniciou o dia em forte queda, terminou com leve alta. A bolsa reverteu os ganhos da manhã e fechou em baixa.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,499, com alta de 0,05%. A cotação chegou a cair para R$ 5,43 por volta das 11h15, mas o aumento da demanda durante a tarde fez a moeda voltar a encostar em R$ 5,50.
A cotação está no maior valor desde 24 de janeiro. Com o desempenho de hoje, a divisa subiu 1,74% na semana. O dólar acumula alta de 5,04% em julho e queda de 1,38% em 2022.
A reversão de expectativas após uma manhã positiva também ocorreu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 98.925 pontos, com recuo de 0,11%. De manhã, o indicador chegou a subir 0,68%, mas inverteu o movimento após dados ruins de empresas norte-americanas. Mesmo com a queda de hoje, a bolsa brasileira subiu 2,46% na semana.
A divulgação de lucros mais baixos por empresas norte-americanas, principalmente do setor de tecnologia, afetou o mercado financeiro global durante a tarde. Os temores de que a maior economia do planeta entre em recessão aumentaram a demanda por dólares e por títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do mundo.
Na próxima quarta-feira (27), o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) decidirá se eleva os juros básicos dos Estados Unidos em 0,75 ou 1 ponto percentual para segurar a inflação no país, que está no maior nível em 41 anos. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


