ECONOMIA
Dólar chega a R$6,10 e bate recorde
ECONOMIA
Mudança é resultado do anuncio da isenção do Imposto de Renda e detalhes do pacote de contenção de gastos públicos
Nos primeiros momentos do pregão desta sexta-feira (29/11), após o anúncio das medidas econômicas do governo federal, o dólar alcançou a maior alta da história, chegando a R$ 6,1068 às 13h17. Na quinta-feira (28/11), Fernando Haddad, ministro da Fazenda, anunciou a isenção do Imposto de Renda (IR) de quem recebe até R$ 5 mil e detalhes do pacote de contenção de gastos públicos.
Na quinta-feira, a moeda já havia batido um recorde ao alcançar R$ 5,98, resultado do anúncio feito por Fernando Haddad. Na quarta (27/11), o dólar havia fechado em R$ 5,91, subindo antes mesmo do pronunciamento oficial do ministro. O motivo seria o vazamento de que o governo iria anunciar uma perda de receita, com a isenção no Imposto de Renda (IR) de contribuintes com rendimentos de até R$ 5 mil mensais.
O limite atual isento de IR está em R$ 2.259. O aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda por Haddad deve valer a partir de 2026, se for aprovada pelo Congresso no próximo ano.
Além de alterar os limites do Imposto de Renda, o governo anunciou um pacote de corte de gastos que inclui mudanças em benefícios para os militares. Em uma entrevista coletiva na manhã de quinta-feira, Haddad informou que a previsão é poupar R$ 327 bilhões entre 2025 e 2030.
“CB”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


