ECONOMIA
Dólar abre em alta com foco na inflação brasileira e cenário internacional
ECONOMIA
Mercado financeiro acompanha de perto os dados de inflação do Brasil, além de monitorar sinais do Federal Reserve e tensões no Oriente Médio
O dólar iniciou as operações desta quarta-feira (9) com os olhos voltados para os novos dados de inflação brasileira, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No dia anterior, a moeda norte-americana registrou alta de 0,86%, sendo cotada a R$ 5,5322, enquanto o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, apresentou queda de 0,38%, encerrando o pregão com 131.512 pontos.
No cenário internacional, as atenções se voltam para os indicadores econômicos e declarações de autoridades monetárias dos Estados Unidos, além de uma crescente cautela em relação ao agravamento da crise no Oriente Médio.
Desempenho do dólar
Com a alta registrada na terça-feira, o dólar acumulou um avanço de 1,41% na semana, 1,57% no mês e impressionantes 14,01% ao longo de 2023.
Ibovespa e mercado de ações
O Ibovespa abriu suas operações nesta quarta-feira às 10h, tendo acumulado, até o momento, uma queda de 0,21% na semana, 0,23% no mês e um recuo de 1,99% no ano. A queda de 0,38% do índice no dia anterior reflete um mercado que, além das influências internas, está sendo impactado por fatores externos.
Fatores que afetam os mercados
O principal destaque do dia é a divulgação dos novos números da inflação no Brasil, que correspondem ao primeiro Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) após a recente mudança da bandeira tarifária de energia elétrica, adotada em resposta à severa seca que afeta o país.
Enquanto isso, no cenário internacional, os investidores seguem atentos às declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. A expectativa gira em torno dos próximos passos da instituição em relação ao ciclo de cortes na taxa de juros, especialmente após os fortes dados sobre o mercado de trabalho dos EUA, divulgados na última semana.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, há uma projeção de 88,7% de probabilidade de que o Fed reduza os juros em apenas 0,25 ponto percentual (p.p.), contrastando com a previsão de 0,50 p.p. feita anteriormente. Atualmente, as taxas de juros nos Estados Unidos variam entre 4,75% e 5%.
Conflitos no Oriente Médio
O conflito no Oriente Médio também é um fator de preocupação para o mercado. Nas últimas semanas, o Líbano tem sido alvo de bombardeios aéreos de Israel, que visa alvos do grupo extremista Hezbollah. Os ataques resultaram em vítimas civis, incluindo dois brasileiros, que faleceram desde o agravamento dos confrontos a partir de 20 de setembro.
Na madrugada do último sábado (5), as Forças de Defesa de Israel lançaram uma nova operação terrestre, intensificando os confrontos com o Hezbollah. Beirute, a capital libanesa, voltou a ser atingida por bombardeios.
Desempenho da China e impacto nas commodities
A reabertura dos mercados chineses, após um feriado, também influenciou o cenário de negócios nesta quarta-feira. Analistas apontam que alguns investidores ficaram desapontados com a falta de novos estímulos econômicos por parte do governo chinês, o que resultou em queda nas ações ligadas ao minério de ferro no gigante asiático.
Segundo Diego Costa, diretor de câmbio da B&T Câmbio, essa retração nos preços das commodities afeta diretamente os mercados emergentes, como o Brasil, que são fortemente dependentes dessas negociações.
Na terça-feira, o primeiro-ministro da China, Li Qiang, declarou que todas as partes devem implementar medidas para estabilizar o crescimento econômico e evitar políticas com efeitos contracionistas ou repressivos, de acordo com a emissora estatal CCTV. Li enfatizou a necessidade de adequar as medidas ao momento econômico, com foco em estabilidade e ritmo.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


