ECONOMIA
Confiança da indústria do Brasil tem queda em julho em meio a juros altos, diz FGV
ECONOMIA
A confiança da indústria do Brasil piorou em julho, informou nesta quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), em meio a piora na percepção sobre o momento presente do setor e redução do otimismo diante do cenário de juros elevados.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da FGV Ibre caiu 2,1 pontos neste mês, para 91,9 pontos, mostraram os dados.
“O resultado de julho da sondagem mostra queda da confiança industrial no início do segundo semestre para um nível próximo ao do início do ano, que por sua vez é o mais baixo desde julho de 2020”, disse em nota Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.
O resultado reflete piora tanto do Índice Situação Atual (ISA) quando do de Expectativas (IE), que recuaram 2,9 e 1,2 pontos, respectivamente, para 89,5 pontos e 94,4 pontos.
“O atual cenário macroeconômico, com taxa de juros elevadas e aumento do endividamento, reforça a ideia de um segundo semestre com nível de atividade morno e pouca chance de continuidade da recuperação esboçada pelo setor nos meses anteriores”, disse Pacini.
A taxa Selic está há meses no nível elevado de 13,75%, uma vez que o Banco Central vem tentando domar a inflação. No entanto, sinais recentes de arrefecimento do ritmo de alta dos preços instalaram um consenso no mercado de juros futuros de que a autarquia iniciará um processo de afrouxamento monetário em sua reunião do início de agosto.
“Reuters”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


