ECONOMIA
Casa Civil diz que controle de recursos do PAC pelo governo garante investimentos
ECONOMIA
A Casa Civil, responsável por coordenar as ações do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), saiu em defesa da regra proposta pelo Poder Executivo no Orçamento de 2024 que permite ao governo remanejar livremente R$ 61,3 bilhões dentro do PAC sem necessidade de aval do Congresso. Conforme mostrou o Estadão/Broadcast há pouco, a regra sugerida no Projeto de Lei Orçamentária de 2024 já chama atenção do Legislativo, que resiste a perder poder sobre os gastos discricionários.
Ao Estadão/Broadcast, a Casa Civil afirmou ser necessário que o remanejamento de recursos dentro do Novo PAC possa acontecer de forma “mais ágil possível” para garantir os níveis de investimento planejados. Na visão da pasta, essa celeridade permite que os recursos sejam “otimizados, destinando-os a obras com melhor execução”. “Desta forma, a execução do orçamento público se dá de forma mais eficiente, garantindo, inclusive, previsibilidade aos agentes privados em relação aos níveis de investimento planejados”, disse.
“O objetivo central do Novo PAC passa por induzir o aumento dos níveis de investimento no País, criando sinergia entre os investimentos públicos e privados, por meio de milhares de empreendimentos espalhados por todo o País e de medidas institucionais que melhoram o ambiente de investimentos. Para cumprir seus objetivos, é fundamental que o poder público possua mecanismos para garantir os níveis de investimento planejados. É neste contexto que se insere a necessidade de que o remanejamento de recursos dentro do Novo PAC possa se dar da forma mais ágil possível, em benefício do crescimento da economia, da geração de empregos e da prestação de serviços públicos aos cidadãos”, respondeu a Casa Civil ao Estadão/Broadcast.
Como mostrou a reportagem, técnicos do Orçamento ouvidos pela reportagem apontam que dificilmente os parlamentares deixarão o texto seguir dessa forma – provavelmente será sugerido um porcentual de limite. Embora o Orçamento Federal fique na casa de trilhões, a fatia em jogo está entre as maiores parcelas de que o governo dispõe para livre alocação no próximo ano. Especialistas avaliam, inclusive, que o Executivo envia a peça orçamentária com uma “gordura” já antevendo que o Congresso tentará avançar para ter um controle maior sobre a parcela de investimentos.
“Estadão“
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


