ECONOMIA
Brasil projeta novos recordes nas exportações de carne bovina e de frango em 2025, impulsionadas pela China e pela queda nos preços dos grãos
ECONOMIA
Perspectivas positivas para o setor de carnes em 2025
O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina e de frango, pode alcançar novos recordes em suas exportações dessas carnes em 2025, de acordo com análises de grupos do setor após a divulgação dos dados comerciais anuais.
O otimismo dos setores reflete os impactos positivos da queda nos preços dos grãos e da moeda brasileira mais depreciada, fatores que podem continuar a impulsionar as exportações de carne e beneficiar empresas locais, como JBS e BRF.
China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras
A China permanece como o maior destino das exportações de carne bovina e de frango do Brasil. No caso da carne bovina, as exportações para o país asiático somaram US$ 6 bilhões, conforme os dados divulgados.
No total, o Brasil exportou 2,89 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, um aumento superior a 26% em relação ao ano anterior, com receita de US$ 12,8 bilhões, o que representa um crescimento de 22% em comparação com 2023.
Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), afirmou: “Foi um ano histórico para a indústria nacional de carne bovina, para o setor pecuário e para o Brasil. Embora seja cedo para previsões, acredito que 2025 tem potencial para bater recordes tanto em volume quanto em faturamento”.
A Abiec também ressaltou que o governo brasileiro está em negociações para abrir novos mercados importantes, como Japão, Vietnã, Turquia e Coreia do Sul.
Crescimento nas exportações de carne de frango
As exportações de carne de frango também mostraram crescimento, com um aumento de 3% para 5,294 milhões de toneladas em 2024, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita gerada pelas exportações de carne de frango alcançou um recorde de US$ 9,928 bilhões, representando um crescimento de 1,3% em relação a 2023.
Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou: “A balança comercial do ano confirma as expectativas da ABPA e também aponta para novos patamares de embarques, com volumes superiores a 440 mil toneladas por mês. Os indicadores para 2025 seguem positivos, com a expectativa de novos aumentos mensais e resultados superiores aos de 2024”.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


