Crescimento do PIB e valorização do real frente ao dólar e outras moedas fizeram o país voltar ao Top 10 das maiores potências econômicas
Brasil passa Austrália, Coreia, Rússia e vira 10ª maior economia
ECONOMIA
O crescimento de 1% no primeiro trimestre de 2022, 4,7% nos últimos 12 meses, não foi a única boa notícia do dia na área econômica. Levantamento da Austing Ratings mostrou que o crescimento do PIB, aliado à forte valorização do real frente ao dólar e outras moedas levou o Brasil de volta ao Top 10 das maiores economias do planeta.
Segundo o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atingiu 1,83 trilhão de dólares, superando a Austrália com 1,75 trilhão, a Coreia do Sul com 1,80 trilhão e a Rússia, que também registrou 1,83 trilhão, mas ficou atrás do Brasil.
A melhora da economia ainda dá sinais de que deve perdurar por um período mais longo. De acordo com o IBGE, a atividade econômica no país está no maior nível desde o fim de 2014, antes da “pandemia Dilma”. Essa retomada já teve forte impacto na redução do desemprego para 10,5% e elevando o número de brasileiros ocupados a 96,5 milhões de pessoas.
A Austing Ratings revelou que a alta de 1% no trimestre colocou o Brasil em 9º lugar, à frente de países como Alemanha, França, Itália e Estados Unidos. Comparado aos demais países da América Latina, o Brasil fica atrás apenas do Peru, que lidera a lista com 2%, e aparece empatado com o México, que também cresceu 1% no primeiro trimestre de 2022.
“Diário do Poder”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


