Dólar fecha a R$ 5,39, estável em relação à quinta-feira
Bolsa sobe 2,2% no último pregão antes do primeiro turno
ECONOMIA
O mercado financeiro teve um dia de volatilidade na última sessão antes do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar fechou estável, depois de subir até o início da tarde e cair em seguida. A bolsa de valores teve forte recuperação, impulsionada por ações de mineradoras e de varejistas.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (30) aos 110.037 pontos, com alta de 2,2%. O indicador iniciou o dia estável, mas passou a subir ainda durante a manhã, ajudado por ações de varejistas e de mineradoras, que aproveitaram a recuperação das commodities e a expectativa de queda dos juros após o Banco Central encerrar o ciclo de alta da Selic (juros básicos da economia).
A bolsa brasileira encerrou setembro com alta de 0,7%. Ontem (29), o Ibovespa tinha chegado ao menor nível desde o início de agosto.
O mercado de câmbio também teve um dia volátil. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,395, com queda de apenas 0,02%. Até o início da tarde, a cotação operou acima de R$ 5,40, mas caiu para R$ 5,33 por volta das 14h30, com base em notícias sobre a futura equipe econômica a partir de 2023. Como as informações não se confirmaram, a moeda reverteu a queda e fechou estável.
Com o desempenho de hoje, o dólar encerrou setembro com alta de 3,7%. A moeda norte-americana alternou altas e baixas ao longo do mês, chegando a cair para R$ 5,09 no último dia 12. No entanto, o agravamento das tensões na economia internacional, com ameaças de recessão na Europa e nos Estados Unidos, fez a divisa ganhar força nos últimos 10 dias.
Apesar das instabilidades externas, o dia foi dominado pelas expectativas em relação ao primeiro turno das eleições gerais deste domingo (2). O real descolou-se das moedas de outros países emergentes, que se desvalorizaram perante o dólar nesta sexta-feira. Enquanto a bolsa brasileira recuperou-se, as bolsas norte-americanas tiveram forte queda e registraram o nível mais baixo no ano.
O índice Dow Jones, das empresas industriais, recuou 1,7%. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, perdeu 1,51%. O S&P 500, das maiores companhias, caiu 1,48%. Os receios de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) aumente os juros da maior economia do planeta além do previsto dominou o mercado internacional nesta sexta.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


